Oui, mon cherry! Aninha Ana est à Paris

Paris. Ah, Paris é maravilhosa!

Depois te crescer assistindo a tantos filmes e lendo tantos livros sobre a cidade das luzes, é impossível chegar a Paris e não se apaixonar. Pela própria cidade, é claro!

Depois de viajar 16 horas de ônibus, pensei que chegaria destruída. Mas que nada. Consegui acertar os metrôs.  Por falar nisso, a cidade é muito bem servida de linhas de metrôs, no primeiro dia comprei meu bilhete de 10 viagens e valeu muito a pena. E quando desço na estação do hostel qual é a primeira coisa que dou de cara: Moulin Rouge. Sim, o mais famoso cabaré do mundo estava lá, dando um gracioso e pervertido “Boa tarde, Aninha! Bem vinda à Paris!”

O boêmio bairro de Montmartre me hospedaria pelos próximos três dias e eu não poderia ficar mais feliz.

Cinco minutos de caminhada e cheguei ao meu hostel Plug-Inn . Foi a hospedagem mais cara que durante a viagem. Bookei por este site Hostel World  e paguei 35 euros por noite. É, Paris tem seu preço. Mas valeu a pena. Foi o melhor hostel que me hospedei na Europa. 4 pessoas no quarto, cama confortável, uma ducha deliciosa e o melhor café da manhã ever! Ok, estamos em Paris e a boa culinária é algo que está no ar. Suco de laranja, leite, achocolatado, café, croissant, um pãozinho integral, geleia, mel, manteiga e o melhor cereal que eu já comi na vida! Uma espécie de muesli com umas gotas de chocolate branco e ao leite que derretia na boca! Eita diliça! No fim da viagem eu já estava bem cansadinha, então valeu a pena pagar um pouco mais para ter mais conforto.

Tomei um banho e sai pra rua! Bora descobrir o que essa cidade tem de bão, sô! Peguei o metrô e desci na estação de Notre-Dame. E lá estava ela! A gigantesca catedral que em cada tijolo guarda centenas de anos e história. Entrei, olhei, admirei, fotografei, suspirei, emocionei-me e continuei minha caminhada.

Próximo objetivo: caminhar pela margem do Rio Sena até a Torre Eiffel.

Ah, que maravilha. Cada banquinha de livro parecia saída do filme Meia Noite em Paris. Caminhar e respirar seguindo a margem daquele rio que não fede foi me enchendo de paz e alegria. Andei, andei, andei, até me cansar! Pois é, minha gente! Haja rio nessa Paris doida. Começou a escurecer e nada de torre. E nada de nada! Olhava prum lado, olhava pra outro e nada de comércio, restaurante, lanchonetes, mc donalds, whatever!

Foi me dando uma fome e até um medinho! Pois é, quem cresceu em Sampa e foi assaltada em Dublin não consegue ficar tão tranquilinha mesmo em Paris.

Resolvi entrar numas ruas e procurar alguma coisa pra comer. Depois de muito tempo achei um mercadinho e comprei um lanchinho pronto e uns cookies (deliciosos, por sinal) e depois continuei minha jornada rumo à torre. Já era noite, quando de repente, não mais que de repente, aparece uma luz! Dobro mais uma esquina e dou de cara com o amontoado de ferro mais bonito que já vi na vida! Torre Eiffel, sua linda!

Fiquei muito embasbacada! Juro que uma lagriminha escorreu do meu olho. Emocionante, gente! Só isso que posso dizer!

Claro que tinha que subir! A fila pra ir de elevador estava imensa, além de ser mais caro. Então, pernas pra que te quero! Fui a pé e subi os 700 degraus! Mas a vista valeu a pena! Super valeu! A primeira coisa que pensei foi eita “cidade luz” bonita da peste!  Serião, foi uma emoção indescritível!

Objetivo do dia 2: free walk tour. Fui com o pessoal da Sandemans New Europe. Na última hora resolvi fazer o tour em espanhol e foi muito massa! A guia era super simpática e uma ótima contadora de história.

Dá uma olhada em todos os lugares que passamos:

ON THIS 3.5 HOUR TOUR WE COVER:

Notre Dame de Paris

The Latin Quarter

Ile-de-la-Cité

Pont Neuf

The Louvre

Palais Royal

Haussmann’s Renovations

Eiffel Tower

Tuileries Gardens

Les Invalides

Académie Française

Opéra Garnier

Musée d’Orsay

Pont Alexandre III

Napoléon’s Tomb

Assemblé Nationale

Champs-Élysées

Arc de Triomphe

Grand & Petit Palais

Place de la Concorde

Posso dizer que é muito diferente andar por uma cidade e fazer uma visita guiada. Cada pedaço de chão dessas cidades europeias tem uma história pra contar. O problema é que eles não contam. Precisamos de um guia pra apontar e falar tudinho pra gente. Hihi…

O melhor: free walk tour! No fim do tour você dá uma “tip” porque é assim que o povo sobrevive. Eu achei super válido e recomendo.

Depois do walk tour: Louvre!

Uma dica importante: caso você tenha até 25 anos e apresente seu passaporte e GNIB você não paga pra entrar em nenhum dos museus ou monumentos públicos de Paris! Uhuuuuuu!!! Economia muito bem vinda.

Claro, fui em busca da Monalisa e Vênus de Milo. Espero que ninguém vá a Paris com a intenção de conhecer todo o em uma visita. Aquele lugar É ENORME! Gigantesco! E acho que nem se você fizer um curso de história da arte (ui meu sonho) tendo aulas dentro do museu, você ainda não consegue conhecer TUDO!

Entre as mil opções, escolhi ver arte egípcia. Tem algo naquelas tumbas e olhos delineados que

Terceiro dia: Segundo free walk tour. Dessa vez para descobrir os segredos do meu bairro hospedeiro: Montmartre. Dessa vez fui com outra empresa, a Discover Walks . A ideia agora era ser guiada pelas ruas de Paris por um nativo. Um francês! Argh! Quer dizer, uhuuuuuu!!! Rsrsrsrs…

Sem dúvida uma experiência, no mínimo, diferente! A primeira impressão: não tinha me dado conta que estava com os fones de ouvidos, mas com o rádio desligado e perguntei se dali saia o walk tour. O “simpático” guia francês, antes de responder minha pergunta, fala na frente de todo mundo – gesticulando como se eu não estivesse escutando, ou fosse uma retardada mental – “Você pode tirar essa coisa do ouvido? É mal educado comigo!” Ui! Primeira impressão da boa!

Demorei meio passeio para perder a vergonha que fiquei e a outra metade tentando entender aquele “francês-inglês”. Pronto, acabou o tour!

Brincadeira. O tour foi bem interessante. Mas é claro que o guia não era tão simpático quanto a espanhola do dia anterior e aquele sotaque dificultava um cadim o entendimento. Mas também valeu a pena.  Montmartre é um bairro incrível! A quantidade de artistas que já viveram parte da vida lá, ver onde Picasso tomava café pra inspirar-se, a pensão onde Van Gogh dava quadros para o dono para pagar o aluguel. Sensacional!

Parte da tarde uma visitinha básica só pelo lado de fora do Panteão e rumar para o Musée d’Orsay. O museu mais incrível que já visitei em toda a minha vida!

Também pudera: eu sou a maior fã do período impressionista e lá você encontra apenas a COLEÇÃO MAIS RELEVANTE DE IMPRESSIONISMO DO MUNDO!

São tantos Van Gogh, Monet, Degas, Matisse, Cézanne, Pissarro que uma hora até cansa! Cansa nada, brincadeirinha! Passei deliciosas horas sentada admirando quadro por quadro. Oh trem bão da gota serena!

Depois disso tudo, era hora de caminha e descansar antes da viagem da viagem. O que isso significa: a viagem de ônibus até o aeroporto Ryanair pra pegar o voo e chegar em casa após duas semanas rodando mais que barata tonta por essa zoropa doida!

Tudo o que conseguia pensar dentro daquele ônibus em direção ao aeroporto, deixando aquela cidade incrível pra trás, era:

“Nós sempre teremos Paris!” 

Pode ser sorte, pode ser azar…

Lembram que falei (escrevi) que encontrei o Museu do Picasso em Barcelona com as portas fechadas,  pois nao sabia que as segundas o museu nao abria?

Pois intonce…

O ser humano nao aprende a licao e hoje me programei de ir ao Museu d’Orsay.

Programei meu dia e pensei: vou a tarde pro museu… se o Louvre fica aberto ate umas 21h, o d’Orsay deve ser do mesmo jeito.

Cheguei a fila umas 16h30… e quando fui ver os horarios:

Segunda: fechado

Terca, quarta, sexta, sabado e domingo: 9h30 as 18h

e somente na quinta feira: 9h30 as 21:45!

 

So podia ser no museu com a principal colecao do periodo de arte que mais amo (o impressionismo) pra eu ter tanta sorte!

 

E vamos ver se dessa vez eu aprendo (de vez) olhar os horarios, antes de programar meu dia… rsrsrs