Dia de datas…

3 meses de Dublin…
2 meses de Pablo Picante…
12 dias para Brasil…
20 dias para o casamento da Fê…
1 mês para Portugal…

Pouco tempo e muita coisa para resolver…

A vida toda para ser feliz!

😀

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Despedidas

As despedidas oficiais começaram!
Semana passada foi do trampo e já deu pra sentir a viagem se aproximando.
Hoje fizemos uma reuniãozinha de família no salão de festa aqui do condomínio.
A ideia era que viessem os familiares: basicamente tios e primos, o povo que não vejo sempre, mas que faz parte da minha vida. Já que na terça feira será uma baladinha e não é todo mundo que tem disposição pra ir.
Mas a minha ideia foi por água abaixo, já que tenho um monte de parentes que pelo jeito não saem de casa aos domingos, ou na chuva, muito menos com os dois fatores juntos: domingo chuvoso.
Enfim, a maioria das pessoas que vieram ainda verei essa semana… kkkkk
Mas foi ótimo!
E recebi a ilustre visita de minha prima Adriana, que não via fazia 13 anos! Meus Deus!
Obrigada, Dri! Sua visita foi super especial. Fiquei felizona! 😀
E outra pessoa que não via há um tempão que veio foi a Neuza. Uma amiga do meu pai que tem uma filha da minha idade e me viu crescer. Valeu!
Teve lanchinho, irmãos todos reunidos (minha árvore genealógica só de irmãos já é bem complicada… rsrsrs), boadrasta, mamis, papis. A Fê, amiga e irmã do coração, veio com o noivo Eduardo e a mamis, Dona Dalva, que me conhece desde pirralha e eu amo demais!
Joguei sinuca! Eeeeeeeeee! Amo fingir que jogo sinuca!
Fingi tanto que ganhei do meu sobrinho e da Fernandinha… Ueba!
Não terminei um jogo com meu irmão (afinal é festa era pra mim e eu precisava dar atenção para o povo) e perdi outro para o Paulo, namorado da minha prima Adriana. Acho que na média está bom! (nhé!)
Esses dias eu estava pensando em alguns sentimentos aflitivos pré-viagem e comparando com o que sei sobre algumas pessoas que conheci (ou não) e que também irão pra Dublin em breve. E a conclusão que cheguei foi que estou muito mais tranqüila que a maioria!
É um papo de onde morar depois das primeiras semanas, o frio que não vai agüentar, o inglês irlandês que tem medo de não entender e por aí vai.
Eu definitivamente aprendi a controlar minha ansiedade! Muito! E isso tem me ajudado a pensar com clareza nas coisas que ainda tenho que fazer aqui e pensar minimamente em Dublin.
Eu sempre fui MUITO ansiosa. Véspera de um seminário no magistério ou na faculdade. Véspera de entrevista de emprego. Véspera de excursão da escola quando era criança! Vésperas sempre me deixavam supertensa! Ansiosa ao extremo, antecipando cada acontecimento que ainda estava por vir. Vivia o amanhã no hoje. Tinha gastrite no hoje. E tudo isso não mudava em nada (ao menos pra melhor) o meu amanhã. Eita que confusão!
Fiquei pensando e pensando no que aconteceu pra eu atualmente conseguir controlar mais essa ansiedade.
Seicho No Ie, meditação, amadurecimento, fatos da vida. Tudo isso me fez crescer, com certeza! Mas uma experiência específica me obrigou a mudar: reunião de aprovação de roteiro!
Escrever para uma empresa, levar o roteiro que você fez para ser projetado no telão e alterado/aprovado em uma reunião com uma média de cinco pessoas falando ao mesmo sobre o que você escreveu é tenso! Coisas do tipo “Não gostei!”, “Não era isso que eu queria!” ou “De onde você tirou essa informação?” passam a ser comuns. Aprender a discernir o que você realmente deixou passar, o que o cliente não soube explicar direito, quais informações que não existiam no briefing e agora existem, passa a ser básico para sua saúde mental, análise crítica do seu trabalho e melhoria contínua. Ao mesmo tempo, com tudo isso acontecendo, você ainda precisa raciocinar para alterar o roteiro. Lá. Na hora. Ao vivo. Com emoção.
Não sei se acontece apenas comigo, mas não consigo raciocinar direito sofrendo um ataque de pânico. Então tinha duas opções: aprender a controlar a ansiedade, ou assumir para mim mesmo que não servia para o trabalho.
Na verdade a segunda opção não existia para esta pessoa que vos fala, que havia largado o emprego estável em uma instituição financeira para ir atrás do sonho de ser roteirista.
Então aprendi fazer aquele troço. E mais, aprendi que também era necessário manter o sorriso no rosto o tempo todo, perguntar o que não estava legal, ouvir as cinco (ou mais) opiniões diferentes, explicar regras gramaticais, de concordância, o que é cacofonia, demonstrar porque algumas frases não ficam legais para um apresentador falar e reescrever um texto que agradasse a todos.
Em todos os meus empregos sempre lidei com cliente e uma coisa que aprendi é que ele paga pra ter razão. E não se fala mais nisso, porque está certo! Por isso tinha que fazer o meu melhor, aprender o gosto de cada um deles e entregar mais do que pediram. É assim que gosto de ser tratada. É assim que eu trabalho.
Nas minhas primeiras reuniões de aprovação achei que meu estômago não podia produzir mais acidez do que aquilo. Minhas mãos suavam e tremiam ao digitar e alterar. Acho que isso não passa muita segurança (blé!). Mais uma lição: respirar e não levar as críticas para o lado pessoal. Comecei a lidar com meus roteiros, durante a aprovação, como se eles fossem de outra pessoa. Passei a tremer menos, raciocinar mais claramente e acertar o que o cliente queria que alterasse mais rápido. Claro que com o tempo fui conhecendo mais e mais os gostos de cada cliente, aumentando minha porcentagem de acertos e diminuindo os erros.
Cresci muito. Foi tenso e intenso, mas eu agradeço demais.
Inconscientemente, até pensar sobre este assunto, estava fazendo isso sobre minha viagem à Dublin. Pesquisei, fechei, resolvi, mas efetivamente não fico pensando em como será lá. Decidi viver o hoje, hoje. O amanhã eu deixo para amanhã. Isso não significa que eu estou despreparada. De jeito nenhum! Pesquisei quando era necessário pesquisar, contratei o que achei mais conveniente para minhas necessidades e para o meu bolso, tentei me precaver o máximo que pude. Agora está chegando a hora de embarcar e não vou me desesperar. Como uma operadora de celular promete ser: simples assim.
Nesses dias que faltam até o embarque eu quero aproveitar ao máximo minha família e curtir a companhia de todas as pessoas que me amam e que eu amo também!
Quero dormir na minha cama e no meu travesseiro. Quero rir até a barriga doer.
E juro, é possível! Eu estou conseguindo.
A pergunta mais natural do mundo para qualquer um me fazer é: “E aí, está muito nervosa?” Eu entendo e é a que eu faria também. Minha resposta engraçadinha tem sido: “Não estava, mas se você está perguntou, acho que eu deveria estar, né?”
Não estou nervosa. Será a maior aventura da minha vida, é verdade. Mas também amo minha vida aqui. Tenho família, amigos e amigos e amigos. Estava numa fase ótima no meu trampo. Não estou fugindo de nada. Nada está uma merda (com o perdão da palavra) para eu querer ir embora. Simplesmente eu PRECISO dar esse passo. Eu QUERO dar esse passo. E neste momento, eu POSSO dar esse passo.
Sei o que preciso levar e sei quais são os primeiros passos burocráticos quando chegar lá. Nem sei tudo de cabeça, mas tenho papel, caneta e a maravilhosa World Wide Web para guardar o que o meu HD mental não conseguir reter.
Não quero saber mais do que isso. Quero viver intensamente o que acontecer. Sem muitos planos, sem desespero. Com o coração e alma abertos para todas as coisas maravilhosas que acontecerão. Acredito na lei de atração de semelhantes. Acredito na lei da causa e efeito. E eu me conheço. Não há o que temer. Então bora lá!

PS: Uma das coisas mais legais que me falaram hoje foi: “Parabéns, você tem uma família muito bonita e muito unida!” Foi o Eduardo, noivo da Fê, quem me disse. Na hora ri e entendi o porquê, mas depois fiquei pensando mais sobre isso e mais uma vez fiquei muito feliz de ser agraciada com minha família. Já é comum e natural ver minha mãe, meu pai, minha boadrasta (mulher do meu pai), minhas irmãzinhas mais novas filhas desse casamento atual do meu pai, meus irmãos que cresceram comigo, meu sobrinho e quem mais estiver, todo mundo junto, misturado e rindo a toa. Isso não é pra qualquer um. Sei que sou uma pessoa muitíssimo abençoada. Vivo num ambiente de paz e cooperação mútua e só tenho a agradecer por isso. Deus, muito obrigado!

Viajar sozinha

Tem muita gente que quando falo que estou indo pra Irlanda me diz (entre outras coisas) “Mas você vai sozinha?” Como você tem coragem?

A vontade que tenho é de perguntar como a pessoa tem coragem de não agarrar uma oportunidade como essa com unhas e dentes. Conhecer o velho continente, aprender um idioma, conhecer lugares e principalmente, conhecer gente!
Como é maravilhoso conhecer pessoas, suas culturas, suas diferenças, trocar experiências e enriquecer infinitamente com isso.

Voltar com muito mais do que fotografias na bagagem.

Não falo isso porque na maioria das vezes quem me pergunta isso são mães de amigas que, acredito eu, ficam desesperadas com a ideia de sua filhota querida um dia acordar com a maléfica ideia influenciada pela Ana Paula “Mãe, vou fazer intercâmbio!”

Eu posso comparar duas experiências relativamente recentes: esse ano fui pra Porto Seguro BA com minha grande amiga, Andrea. Foi uma viagem incrível! É ótimo ter como cia uma pessoa que você conhece que te conhece, que muitas vezes não é preciso nem falar nada pra entender tudo o que a outra está pensando.

Conhecemos lugares, tiramos fotos incríveis, dançamos, suspiramos pelos dançarinos de axé (fazer o que, né?), ficamos viciadas em acarajé e a arretada pimenta baiana. Mas, e esse mas já era esperado, voltei sem conhecer uma pessoa sequer. Quando digo conhecer não estou dizendo que ficamos 7 dias em um lugar sem falar com uma pessoa sequer. Não é isso, mas acho que tenho o hábito de me acomodar quando a situação favorece. Conhecemos algumas pessoas superficialmente. De falar oi, trocar poucas idéias e cada um volta pro seu hotel / quarto / esteira / mesa / o diabo que te carregue. Não penso que isso seja ruim nessa situação, pois fui viajar com minha super amiga e queríamos passar o máximo de tempo uma com a outra.

A outra experiência aconteceu em outubro do ano passado. Resolvi ir passar uma semana de férias em Bonito MS sozinha. E não poderia ter feito uma coisa melhor! Fui sozinha, mas só fui. Chegando no aeroporto de Campo Grande já conheci uma moça (a Pri) de Santo André, que estava no mesmo vôo que eu e já fomos até Bonito juntas. Em três horas de viagem já éramos amigas de infância. Chegando ao hostel ficamos em quartos separados. Ah, que triste… que nada! Ela fez amizades no quarto dela, eu no meu e nessa noite já fomos em uma turma de umas 15 pessoas para o Taboa Bar, o bar mais famoso da cidade. Me empolguei tanto que até a típica porção de jacaré eu comi logo de cara. E assim foi durante a semana toda que fiquei lá. Parecíamos uma gangue, pois andávamos em grupos de 15 pessoas na rua, nos passeios, em todo lugar. E o mais legal foi que voltei com contatos de muitas pessoas, algumas delas se tornaram bons amigos, fizemos encontros pós-viagem. Muito legal mesmo!
Em Bonito eu vivi um mini intercâmbio, primeiro porque tinha gente de todo lugar do mundo (é gente, os estrangeiros – felizmente ou infelizmente – já descobriram há muito tempo as belezas e o valor do Brasil! Abra os olhos!) e segundo porque todo dia tinha despedida, enquanto a viagem de um estava começando a de outro já estava no fim. Era um misto de alegria e tristeza e só sei que eu me acabei de chorar na minha despedida.

É são duas experiências diferentes e cada uma ótima do seu jeito.

Mas Bonito é Bonito… Hum… Ah, e Porto Seguro é Porto Seguro! Lembrando que traição é traição, romance é romance, amor é amor e um lance é um lance! É um pente…. chega!

Por falar em pente, esse é um objeto que meus cachinhos em fase de crescimento têm cada vez mais repudiado! E haja paciência pra desembaraçar o cabelo.

Afinal, o que te vale seu cabelo liso e as idéias enroladas dentro da sua cabeça?

Depois desse monte de coisas desconexas, por hoje é só… fui!

 

PS: O show do SOAD foi insano!!!! Tá tudo exorcizado! rsrsrs Agora sim, estou PRONTA pra Dublin! 😀