Dando o pé na bunda de 2011…

É, 2011 está acabando mesmo… Não posso dizer que já vai tarde.

Vai no momento certo e vai deixar boas lembranças.

Já deu pra perceber que sou do tipo que faço um balanço de fim de ano, escrevo as tão amadas e odiadas “promessas”, hoje fiz faxina no quarto e no banheiro… realmente acredito que é um bom momento para reorganizar a vida e fazer planos para ano que está para nascer. Que fique bem claro: PLANOS, não PROMESSAS. Acredito que quando a gente sabe o que quer, já temos meio caminho andado. Muitas vezes mesmo o difícil é saber o que queremos. Ou quando decidimos, queremos muito pouco, queremos as coisas erradas. E tem coisa melhor para visualizar um plano do que colocá-lo no papel? Para mim, não!

Não adianta escrever no computador e tal… tem que ser no papel mesmo. E este ano, para ajudar, ganhei da minha amiga do Pablo Picante – a Fran – me deu um presente sensacional! Um caderninho de capa dura (não sei como chamar, mas caderninho de capa dura parece muito pouco para o que ele é, fato) a capa é toda colorida, tem uma parte da pintura de um mosteiro tibetano! Atrás tem um dragão! Achei ma-ra-vi-lho-so! E nada melhor para rabiscar planos para o próximo ano!

A capa do "caderninho" MARA que ganhei da Fran!

Enfim, 2011 é um ano que ficará para a história! Afinal, foi o ano que vim pra Dublin e por causa disso você está lendo essas baboseiras todas, senão “provavelmente” eu não teria um blog chamado: Intercambiar em Dublin! hehe

Mas não só por isso! O ano já começou bem com o reveillon passado nas areias de Copacabana. Os fogos, a cidade maravilhosa, toda a emoção de uma das viradas de ano mais bonita do mundo! Foi inesquecível!

A vontade de fazer diferente estava lá, pulsando junto com a contagem regressiva…

Pra falar a verdade, essa vontade tinha nascido – acredito eu – quando viajei para Bonito MS. Jamais conseguiria explicar o porquê exatamente. Mas foi a minha primeira verdadeira viagem de férias, a primeira vez que viajei de avião, lugar de uma natureza exuberante, alucinante, apaixonante! Como nosso país é lindo! E lá eu conheci tanta gente bacana, um povo cheio de vida, com vontade de viajar e conhecer o mundo. Pessoas incríveis! Muitos contatos se tornaram amizades que mantenho até hoje. Tudo isso fez reacender dentro de mim uma vontade inadiável de viver a vida.

Daí chegamos em 2011, um ano que cresci muito. Um ano que  resolvi me apaixonar… profunda,  perdida e  profundamente. Me apaixonar pela pessoa que mais vale a pena no mundo:  me apaixonar por mim mesma!

Percebi que era o momento que eu podia fazer isso. Nem antes, nem depois, o momento era o “agora”!

Comecei a pensar em tudo o que eu sempre tive vontade, mas – por um motivo, ou por outro – nunca havia tido a oportunidade de fazer por mim.

Entre crescer profissionalmente, ganhar mais dinheiro, voltar pra Seicho No Ie, ajudar a reativar o Departamento Feminino da Regional Lapa, ir pra BH visitar a melhor amiga de infância que não via há mais de 11 anos e passar dias incríveis por lá (Amor incondicional é um trem que não conhece distância, nem tempo, nem barreira nenhuma, sô!), reativar definitivamente a amizade com uma pessoa que é mais que especial na minha vida (meu companheiro nas brejas e que eu posso contar em todos os momentos da vida, o Jão!), botar uma mochila nas costas em várias sextas-feiras do ano e passar o final de semana como uma nômade visitando os amigos que moram do outro  da cidade, sem desculpa de falta de tempo e-ou da loucura de se morar em São Paulo, não economizar risadas, abraços e beijos na família e nos os amigos,  ir pro nordeste com a mega friend Déia (mais paisagens incríveis, mais risadas, mais amor incondicional e uma história de “as mais famosas no Aquário” rsrssr), fazer vários  tratamentos cosméticos, depilação a laser, cuidar de um dente que me incomodava, lentes de contato, mudar o cabelo,e “otras cositas mas”, ressurgiu uma ideia que nunca havia sido realmente amadurecida: fazer um intercâmbio!

É, se tinha algo que eu podia fazer por mim era organizar minha vida: pessoal, familiar, profissional e financeira, para me dar o direito de ir morar fora. Conhecer o mundo, como eu sempre sonhei. O mais engraçado é que acho que eu pensava que realmente era um sonho. Um sonho pra ser sonhado e só. E quando eu comecei a pesquisar coisas e colocar na ponta do lápis (eu faço isso de verdade, adoro escrever à mão e precisar ser com o lápis! Comigo é “na ponta do lápis” mesmo”! kkkk) … então, quando fazia as contas eu me pegava pensando “Bicha loka, deixa disso… não vê que cê está brisando? Para de ficar viajando na maionese que quando cair, o tombo vai ser feio!”

Como você pode perceber, baixa um espírito de “mano” quando estou brigando comigo mesma! kkkkkk…

Enfim, muitos de meus amigos já conhecem essa famosa frase da minha mãe, mas para quem não conhece, aí vai: “Quem tem a vontade, já tem a metade!”

E como a mesma véia sempre diz: “Você é uma menina cheia de vontades”!

Fechô, manô!

Juntei a cara, a coragem, um cadim de dindim e cá estamos nós!

 

Esses dois primeiros meses em Dublin já serviram pra mostrar o quanto crescerei e aprenderei neste lugar.

Oro, planejo e me movo (e quando eu me movo, o mundo se move) para que 2012 seja um ano repleto de grandes pessoas na minha vida! Por que no fim é isso que mais amo: conhecer, conversar, abraçar, rir, rir e rir junto (gente, estou ficando muito conhecida pelas minhas gargalhadas! Fazer o quê, né? 😉 ), ajudar, me apaixonar, ouvir histórias, contar histórias… de, para, com… pessoas!

Amo gente! Amo as pessoas que fazem parte da minha vida!

Estar longe me faz sentir saudades, mas também me faz sorrir (de novo!) ao me lembrar de tantos ótimos momentos, de tanta gente especial eu conheço, de como sou sortuda por ter a oportunidade de conhecer, amar e ser amada por pessoas tão incríveis!

O pensamento é força criadora! E eu penso com muito carinho e envio os melhores votos para cada um que é mais do que um amigo ou parente, cada um que faz parte da minha história e mais, faz  parte do que sou hoje!

Muito obrigada!!!

Ah, e eu tenho muito orgulho de ser quem eu sou! Só pra ficar claro! 😉 hihi…

Feliz 2012 para todos os meus amigos e leitores!

 

PS: Desculpe os eventuais erros, estou com sono e me recuso a revisar!

Anúncios

Despedidas

As despedidas oficiais começaram!
Semana passada foi do trampo e já deu pra sentir a viagem se aproximando.
Hoje fizemos uma reuniãozinha de família no salão de festa aqui do condomínio.
A ideia era que viessem os familiares: basicamente tios e primos, o povo que não vejo sempre, mas que faz parte da minha vida. Já que na terça feira será uma baladinha e não é todo mundo que tem disposição pra ir.
Mas a minha ideia foi por água abaixo, já que tenho um monte de parentes que pelo jeito não saem de casa aos domingos, ou na chuva, muito menos com os dois fatores juntos: domingo chuvoso.
Enfim, a maioria das pessoas que vieram ainda verei essa semana… kkkkk
Mas foi ótimo!
E recebi a ilustre visita de minha prima Adriana, que não via fazia 13 anos! Meus Deus!
Obrigada, Dri! Sua visita foi super especial. Fiquei felizona! 😀
E outra pessoa que não via há um tempão que veio foi a Neuza. Uma amiga do meu pai que tem uma filha da minha idade e me viu crescer. Valeu!
Teve lanchinho, irmãos todos reunidos (minha árvore genealógica só de irmãos já é bem complicada… rsrsrs), boadrasta, mamis, papis. A Fê, amiga e irmã do coração, veio com o noivo Eduardo e a mamis, Dona Dalva, que me conhece desde pirralha e eu amo demais!
Joguei sinuca! Eeeeeeeeee! Amo fingir que jogo sinuca!
Fingi tanto que ganhei do meu sobrinho e da Fernandinha… Ueba!
Não terminei um jogo com meu irmão (afinal é festa era pra mim e eu precisava dar atenção para o povo) e perdi outro para o Paulo, namorado da minha prima Adriana. Acho que na média está bom! (nhé!)
Esses dias eu estava pensando em alguns sentimentos aflitivos pré-viagem e comparando com o que sei sobre algumas pessoas que conheci (ou não) e que também irão pra Dublin em breve. E a conclusão que cheguei foi que estou muito mais tranqüila que a maioria!
É um papo de onde morar depois das primeiras semanas, o frio que não vai agüentar, o inglês irlandês que tem medo de não entender e por aí vai.
Eu definitivamente aprendi a controlar minha ansiedade! Muito! E isso tem me ajudado a pensar com clareza nas coisas que ainda tenho que fazer aqui e pensar minimamente em Dublin.
Eu sempre fui MUITO ansiosa. Véspera de um seminário no magistério ou na faculdade. Véspera de entrevista de emprego. Véspera de excursão da escola quando era criança! Vésperas sempre me deixavam supertensa! Ansiosa ao extremo, antecipando cada acontecimento que ainda estava por vir. Vivia o amanhã no hoje. Tinha gastrite no hoje. E tudo isso não mudava em nada (ao menos pra melhor) o meu amanhã. Eita que confusão!
Fiquei pensando e pensando no que aconteceu pra eu atualmente conseguir controlar mais essa ansiedade.
Seicho No Ie, meditação, amadurecimento, fatos da vida. Tudo isso me fez crescer, com certeza! Mas uma experiência específica me obrigou a mudar: reunião de aprovação de roteiro!
Escrever para uma empresa, levar o roteiro que você fez para ser projetado no telão e alterado/aprovado em uma reunião com uma média de cinco pessoas falando ao mesmo sobre o que você escreveu é tenso! Coisas do tipo “Não gostei!”, “Não era isso que eu queria!” ou “De onde você tirou essa informação?” passam a ser comuns. Aprender a discernir o que você realmente deixou passar, o que o cliente não soube explicar direito, quais informações que não existiam no briefing e agora existem, passa a ser básico para sua saúde mental, análise crítica do seu trabalho e melhoria contínua. Ao mesmo tempo, com tudo isso acontecendo, você ainda precisa raciocinar para alterar o roteiro. Lá. Na hora. Ao vivo. Com emoção.
Não sei se acontece apenas comigo, mas não consigo raciocinar direito sofrendo um ataque de pânico. Então tinha duas opções: aprender a controlar a ansiedade, ou assumir para mim mesmo que não servia para o trabalho.
Na verdade a segunda opção não existia para esta pessoa que vos fala, que havia largado o emprego estável em uma instituição financeira para ir atrás do sonho de ser roteirista.
Então aprendi fazer aquele troço. E mais, aprendi que também era necessário manter o sorriso no rosto o tempo todo, perguntar o que não estava legal, ouvir as cinco (ou mais) opiniões diferentes, explicar regras gramaticais, de concordância, o que é cacofonia, demonstrar porque algumas frases não ficam legais para um apresentador falar e reescrever um texto que agradasse a todos.
Em todos os meus empregos sempre lidei com cliente e uma coisa que aprendi é que ele paga pra ter razão. E não se fala mais nisso, porque está certo! Por isso tinha que fazer o meu melhor, aprender o gosto de cada um deles e entregar mais do que pediram. É assim que gosto de ser tratada. É assim que eu trabalho.
Nas minhas primeiras reuniões de aprovação achei que meu estômago não podia produzir mais acidez do que aquilo. Minhas mãos suavam e tremiam ao digitar e alterar. Acho que isso não passa muita segurança (blé!). Mais uma lição: respirar e não levar as críticas para o lado pessoal. Comecei a lidar com meus roteiros, durante a aprovação, como se eles fossem de outra pessoa. Passei a tremer menos, raciocinar mais claramente e acertar o que o cliente queria que alterasse mais rápido. Claro que com o tempo fui conhecendo mais e mais os gostos de cada cliente, aumentando minha porcentagem de acertos e diminuindo os erros.
Cresci muito. Foi tenso e intenso, mas eu agradeço demais.
Inconscientemente, até pensar sobre este assunto, estava fazendo isso sobre minha viagem à Dublin. Pesquisei, fechei, resolvi, mas efetivamente não fico pensando em como será lá. Decidi viver o hoje, hoje. O amanhã eu deixo para amanhã. Isso não significa que eu estou despreparada. De jeito nenhum! Pesquisei quando era necessário pesquisar, contratei o que achei mais conveniente para minhas necessidades e para o meu bolso, tentei me precaver o máximo que pude. Agora está chegando a hora de embarcar e não vou me desesperar. Como uma operadora de celular promete ser: simples assim.
Nesses dias que faltam até o embarque eu quero aproveitar ao máximo minha família e curtir a companhia de todas as pessoas que me amam e que eu amo também!
Quero dormir na minha cama e no meu travesseiro. Quero rir até a barriga doer.
E juro, é possível! Eu estou conseguindo.
A pergunta mais natural do mundo para qualquer um me fazer é: “E aí, está muito nervosa?” Eu entendo e é a que eu faria também. Minha resposta engraçadinha tem sido: “Não estava, mas se você está perguntou, acho que eu deveria estar, né?”
Não estou nervosa. Será a maior aventura da minha vida, é verdade. Mas também amo minha vida aqui. Tenho família, amigos e amigos e amigos. Estava numa fase ótima no meu trampo. Não estou fugindo de nada. Nada está uma merda (com o perdão da palavra) para eu querer ir embora. Simplesmente eu PRECISO dar esse passo. Eu QUERO dar esse passo. E neste momento, eu POSSO dar esse passo.
Sei o que preciso levar e sei quais são os primeiros passos burocráticos quando chegar lá. Nem sei tudo de cabeça, mas tenho papel, caneta e a maravilhosa World Wide Web para guardar o que o meu HD mental não conseguir reter.
Não quero saber mais do que isso. Quero viver intensamente o que acontecer. Sem muitos planos, sem desespero. Com o coração e alma abertos para todas as coisas maravilhosas que acontecerão. Acredito na lei de atração de semelhantes. Acredito na lei da causa e efeito. E eu me conheço. Não há o que temer. Então bora lá!

PS: Uma das coisas mais legais que me falaram hoje foi: “Parabéns, você tem uma família muito bonita e muito unida!” Foi o Eduardo, noivo da Fê, quem me disse. Na hora ri e entendi o porquê, mas depois fiquei pensando mais sobre isso e mais uma vez fiquei muito feliz de ser agraciada com minha família. Já é comum e natural ver minha mãe, meu pai, minha boadrasta (mulher do meu pai), minhas irmãzinhas mais novas filhas desse casamento atual do meu pai, meus irmãos que cresceram comigo, meu sobrinho e quem mais estiver, todo mundo junto, misturado e rindo a toa. Isso não é pra qualquer um. Sei que sou uma pessoa muitíssimo abençoada. Vivo num ambiente de paz e cooperação mútua e só tenho a agradecer por isso. Deus, muito obrigado!

30 Horas

Não, este não é um post sobre um certo banco que prometia aos seus cliente atendimento 6 horas na agência e 24 horas nos meios eletrônicos… banco esse que eu tenho uma familiaridade bem grande. Que já esteve presente em minha vida um bocado de vezes e de várias formas… Mas essa é uma outra história.
30 horas é sobre o meu dia que começou ontem às 11hs e terminou hoje às 17h.

11:00 Ir ao mercado e quitanda comprar carne, tomate e ovos para minha mãe fazer suas famosas esfihas.
11:30 Ligar pra minha irmã Larissa e falar pra ele e a Analice (a caçula) me encontrarem no shopping para almoçarmos juntas. Aproveitar o caminho, eu não tô fazendo nada você também e ligo para o banco (sim, o banco que resultou da “fusão” com o tal banco que tinha o slogan de 30 horas) para ativar a função internacional do meu cartão. Não pretendo usar, mas vai que… né? O simpático atendente me informa que só pode ativar por um período de até 90 dias e acima disso só na agência. Em qualquer agência. Digo que os bancários estão de greve e ele praticamente diz “se vira, negona!” Enfim… What can I do?
12:30 Encontrar sisters, almoço trash food, conversas, mimos e risadas
14:00 Começa a saga: “A procura da calça jeans perfeita”.
15:00 Duas lojas depois e mais de uma centena (ah, eu tenho CERTEZA que foram mais de 100!) calças experimentadas, um gerente mala usando toda sua argumentação para eu não levar uma, mas TRÊS calças. Consigo pagar e rumar para o banco.
15:15 Acho uma agência aberta, (eba!) porta giratória, (eca!) deixo as meninas do lado de fora esperando porque “vai ser rapidinho”.
15:45 Chamo minhas irmãs para dentro. Sou atendida 16:10 da tarde (uma atendente!) e depois de inúmeras tentativas ela me informa que só posso fazer isso na minha agência (!) que é a Agência Boa Vista, bem no centro de SP, onde funciona um prédio administrativo do banco, ou seja a 1ª agência que fecha na greve.
16:50 Chegamos na casa do Papis. Confirmo uma breja com as queridas Mafe e Paulinha lá na Paulista às 19:30h (estou no Capão Redondo). Boadrasta chega, conta as novis, mostra as roupas novas. Eu perturbo minha sister pra se arrumar logo, já que hoje vou levar a adolescente ao bar (ueba!). Claro que saímos atrasadas.
19:50 Paulista x Consolação. O novo metrô (a tão sonhada e falada Linha Amarela) irrita por ter chegado com uns 20 anos de atraso, mas ela quebra um galhão. Antes não arriscaria sair lá do Jardim Lídia pra ir tomar uma breja na Paulista, mas nem a pau! Agora com duas baldeações tudo está resolvido. Encontramos a Paulinha e rumamos para o bar.
20:10 No bar! Ufa! A tão merecida Original gelada está no copo. Conversas, risadas, fofocas do trabalho, papo sobre homens… aquela conversa de mulher que nós já sabemos de cor e gostamos tanto… rsrsrs
23:30 Pai já ligou, (com certeza preocupado com sua baby) é hora de fechar a conta e tomar o rumo para casa.
00:25 Depois de uma breve parada na farmácia, vamos pegar o último ônibus no qual faremos um percurso de 3 minutos. Iríamos a pé, claro, mas a essa hora não é recomendado para mocinhas indefesas como nós. Principalmente se você tem uma irmã adolescente, baixinha e mini-pirigueti que usa salto 15 pra fazer qualquer coisa.
00:35 Esperando o ônibus…
00:45 Penso que foi mais rápido fazer 2 baldeações do que esperar o bendito ônibus.
00:55 O abençoado chega.
01:00 Em casa. A boadrasta ainda está acordada. Mas ela sabe que a filhinha dela estar com a irmã mais velha é estar com Deus… rsrsrs…
01:50 Depois de conversar, tomar banho, arrumar meu colchãozinho de hóspede e expulsar a gata do quarto, é hora de dormir
10:30 Acordar. É, eu mereço dormir até às 10h30. Ponto. Mais nenhum comentário sobre isso. Mensagem da Lu. Ligar para a Lu.
11:11 É, foi exatamente 11:11. E algumas pessoas que eu conheço entenderão porque eu olhei para o celular no final da conversa e me atentei que eram exatamente 11:11. Levantar, acordar as irmãs. Tomar café. Aprontar-me. Despedidas. Sair
12:30 Salão de cabeleireiros. Não, ainda não é o meu dia de princesa. Minha boadrasta, Eliete, me convenceu de ir até lá para escolher uma sapatilha de uma vendedora que estava lá para me dar de presente de viagem. Fiz bem. Escolhi uma sapatilha linda! Creme, com um lacinho, mega macia, incrível! E de quebra ainda ganhei uma camisa branca bem legal. Afinal, terei que procurar emprego em Dublin. Será muito útil. Valeu Li!
14:00 Encontro com o ex-professor de roteiro que virou parceiro de trabalho. Carlos. Pessoa gente boa demais e com quem falo muito sobre minha vida. Não sei o porquê. Ele me inspira confiança. Tem a ver com o tema do roteiro que estamos trabalhando. Sinto-me a vontade pra falar. Não sei. Só sei que quando percebo, lá estou eu falando, falando e falando. Hoje fizemos até uma mini árvore genealógica pra ele entender a quantidade de irmãos que tenho e quem é quem… rsrsr. Reunião produtiva. Personagens mais definidos. Tarefas divididas. Feliz por ir e ainda deixar projetos rolando aqui.
16:00 Fim da reunião. Encontro um busão perfeito pra voltar pra casa parado no farol. É um motorista que me conhece. Aceno, despeço-me as pressas do Carlos e embarco.
17:00 Fim das 30 horas. Chego em casa só o pó, mas com a sensação que foi bem produtivo. Consegui ticar muitas coisas na minha lista de pendências.

Daí cheguei em casa e pra não dormir fui arrumar um dos armários de livros / revistas / cadernos antigos / agendas / bagunças. Minha mãe já estava me cobrando faz tempo. E ao contrário das minhas últimas 30 horas que renderam tanto, fico 5 horas mexendo e remexendo em papéis e livros e tentando dar algum aspecto de arrumação àquilo.

E eu achando que 15 dias sem trampo seria tempo suficiente para ficar sussa… esqueci que sou super querida (blé!) e preciso dar atenção a um monte gente antes de ir.
Mas gostei da minha técnica de ontem. Reunir é viver. A partir de agora só reuniões com amigos / familiares no atacado!
Quer me ver? Junta uns 4 ou 5 aí e a gente marca alguma coisa! Hahahahah… quem vê, pensa…

Acredito que está dando tudo certo. Só a cotação do euro que não ajuda. Mas nem tudo é perfeito.
(Quase) tudo resolvido.
Provavelmente minha documentação chega à agência amanhã.
Projetos em andamento.
Bom andamento na resolução de pendências.

E pra melhorar o meu dia, a minha consultora da agência de intercâmbio disse que a irmã dela que está em Dublin vai começar a fazer mochilão pela Europa mês que vem. Ela já fechou todas as passagens e gastou 200 euros pra fazer um itinerário por 16 países! Uhu! É nóix desbravando o velho continente!

PS: R.I.P. Steve Jobs. (Ainda) não tenho nada da sua marca, mas você foi o cara!