Aprendizados, constatações e bizarrices em uma semana e 1 dia de Dublin

– Você paga por 2 semanas de acomodação para não se preocupar e em 3 noites dorme em 3 lugares diferentes.

– Donos de B&B de bairros charmosos são simpáticos casais irlandeses de meia idade, que adoramm saber quem é vc, o que vc faz, quais são seus sonhos, conversar sobre o tempo etc. Constatação pela estadia em 2 B&B, 2 bairros, 2 casais, 4 fofos. Uma ótima maneira de gastar bastante do seu inglês (principalmente seu listening)

– Estar entre mais de 100 pessoas em frente a um prédio pra visitar
UM apartamento para alugar é algo assustador.

– Quando seus principais companheiros na acomodação são pedreiros, pintores, um construtor figura e outras trabalhadores significa que algo está errado. Mas não quer dizer que vc não possa se divertir um pouco, fazer amizades, respeitar os trabalhadores e oferecer um pouco de café de vez em quando.

– Você está dentro do ônibus e o motorista fala pelo auto falante: “Tenha certeza que sabe onde estão seus pertences, carteira e celular. Pessoas indesejáveis dentro do ônibus neste momento”.

– Você está dentro do ônibus (de novo) e depois de 3 minutos que vc entrou o motorista fala pelo autofalante (de novo) “Troca de motorista” e o ônibus fica parado 20 minutos no ponto!

– Você abre o mapa no meio da rua e algum local vem pra te oferecer ajuda e se esforça ao máximo pra você entender onde precisar ir.

– Você pergunta em que rua está e o transeunte, em 5 segundos, localiza no GPS do celular sua localização exata, onde vc precisa ir e te dá toda a orientação de como chegar.

– Você para no ponto de ônibus e fica olhando o informativo sobre a linhas e horários e a senhorinha simpática chega perto, pergunta se precisa de ajuda e te explica todo o funcionamento do sistema de ônibus da cidade.

– Tudo igual , tudo novo, de novo.

Welcome to Dublin

 

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Encontros e despedidas

Mais uma vez me pego as voltas com as palavras pra fazer o que mais tenho feito nas últimas semanas: me despedir.

Parece que consigo escutar minha conselheira pessoal Anne Frank dizendo: “Calma, Ana, o papel é mais paciente que o homem.”

Pois é, não posso dizer que sou uma pessoa resistente a mudanças.

Não me arrisco precisar, mas já morei em mais de 20 casas (só no Brasil). Nos três primeiros anos da minha vida profissional, tive três empregos. Pulei do Magistério para as comunicações. Enfim, gosto de experimentar o novo.

Mas não é por ter essa abertura com o desconhecido que torna mais fácil dizer “tchau” para o que fica.

É muito difícil.

Principalmente quando você está deixando uma vida muito boa.

Com sua família, amigos, emprego, colegas, seu país, sua língua, as comidas que você ama etc.

Uma coisa que reflito e agradeço muito é o quanto o universo é bacana com a Aninha.

São poucas pessoas que têm a oportunidade e menos ainda aquelas que agarram a chance de saírem de uma situação muito boa, para se jogarem para outra que pode ser melhor ainda.

O ano de 2013 foi um ano muito singular. Foi tipo um “pocket show” da minha própria vida.
Parece que o tempo quis dar uma apressada nas coisas para que eu pudesse viver tudoaomesmotempoagora.

E isso foi beeeeemmmm intenso.

Não vou nem me dar ao luxo de narrar tudo aqui, mas só pra pontuar, até uma gravidez apertou a tecla de aceleração e já pulou para o 5º mês. Tudo para que eu pudesse acompanhar, ir pra maternidade e curtir os primeiros meses de vida do meu sobrinho gostoso.

E os primeiros passinhos e todas as “malinagens” da doce Sophia?

Aff… se for começar a falar dos pimpolhos eu não paro mais. Mas vamos voltar para o foco!

Pra ser sincera, eu não tive tempo de pensar nos últimos dias.

Quis ser a super mulher, quis fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, pensar em inúmeras coisas em um período tão curto de tempo.

Resultado? O corpo não aguentou e cobrou. Nada que um belo antibiótico não resolva… rsrsrsrs

Mas foram dias maravilhosos! Fui homenageada, paparicada, me senti amada.
Tive oportunidade de conhecer uma parte da minha família que nem sabia que existia, visitar amigos queridos, viajar, reunir os amigos, a família.

E tudo valeu muito, muito a pena.

E agora é hora de dizer “tchau” mais uma vez.

Hora de partir, ou de voltar. Depende do ponto de vista.

Independente de ir ou vir, eu, mais uma vez, tomo uma decisão apaixonada.

Afinal, eu sou uma pessoa apaixonada.

Apaixonada pela vida, apaixonada pela minha história, apaixonada por todas as histórias que eu participei, apaixonada pelo novo, apaixonada pelo movimento, pela mudança, apaixonada por tudo o que eu faço.

Eu preciso do fator paixão, tesão, senão o troço não flui.

Sem paixão não há Ana.

E eu não tenho palavras para dizer o quanto é maravilhoso se dar a oportunidade de viver um grande amor.

Neste pós Valentine Day’s posso dizer que o Gaetano foi, literalmente, um presente do universo na minha vida.
De forma tão descarada, que a encomenda foi entregue na minha casa… rsrsrsrs

Que acompanhou, muito antes de se apaixonar, dias de fúria, bad hair day, sopa salgada, brigas épicas com o proprietário, Ana de pijamão, estressada do trabalho…

O tal do “Cuspido” fez uma estratégia safada pra mostar: “Se quiser encarar, a peça é essa aí.”

E graças a Deus, como já ouvi muito nos últimos dias, o amor venceu! ❤

Vou!

Muito feliz, muito tranquila e muito consciente.

Meu, se tem alguém aí torcendo contra, em primeiro lugar: "Desculpa aê!" Eu não sei o que eu fiz, mas não gosto de fazer mal a ninguém. Então, sinceramente, eu peço desculpas.

Em segundo lugar, cara, direciona suas energias para alguma coisa boa e produtiva. O mundo está precisando tanto de boas intenções, bons pensamentos, boas palavras e boas ações.

E em terceiro lugar, mas não menos importante, não perde seu tempo não. Porque a torcida a favor… pela minha felicidade… desejando meu melhor, meu bem, tudo de bom… Nuuuuuuuu… tá grande demais da conta!

Nessas últimas semanas eu recebi muitos abraços, muitas palavras de felicitação, mensagens, orações, bençãos, muito amor.

Me senti muito querida, muito amada e isso é sensacional!

Espero cumprir, e com uma sobrinha, toda a expectativa de vocês. 😉

Já comprei minha bandeira do Brasil e minha mini vuvuzela pra torcer pela seleção lá de longe.

Mas muito mais do que isso, levo comigo minha torcida por cada amigo, cada familiar, cada querido meu.

Cada história, cada caso de amor que eu acompanhei nascer e crescer, cada conquista pessoal, profissional, cada crescimento espiritual. Cada história de superação e recomeço. Cada reencontro com o amor próprio. Cada descoberta de que é possível ser feliz vivendo o aqui e agora.

É isso aí, galera!

Eu desejo do fundo do meu coração que cada um de vocês seja muito, muito feliz.

E não se iludam, eu vou continuar participando da vida de vocês!!!

rsrsrsrs…

Então, encham minha caixa de email, inbox, comentários, liguem no skype etc. etc.

Faço questão de vibrar com cada vitória, chorar de alegria por cada conquista e, se for necessário, estar junto pra encarar os momentos mais "trosobas" da vida! 😉

É isso, aí…

Está chegando a hora… é hora de partir… dá uma dor no peito ter que ir embora e te deixar aqui…

Amo todos vocês!

Já estão me cobrando que tá na hora de vazar!

Bjokitasssssssss

#amomuitotudoisso #alguemnãomesegure

Pode ser sorte, pode ser azar… Parte IV

CV novo, animação velha.

Viajei, fui pra Irlanda do Norte, Giant’s Causeway e Derry, visitei Edimburgo. Viagens ultrarecomendas! Pero… Frio, frio, chuva, vento. Voltei com uma infecção de garganta na mala. Mudei-me de casa. E adquiri a síndrome da “preguiça da cama gostosa”.  Um frio da gota, quarto single, duvet macio e cama de casal confortabilíssima! Nem pra escola tinha coragem de ir, imagina procurar emprego! Peeeeennnnnnseeeemmmmmm numa preguiça!                                                                           

Depois de uns 10 dias mucosada em casa, resolvi dar uma voltinha. Entreguei uns CV’s pelo centro. E tomando um café com uma amiga pablita, ela me deu a dica de um restaurante que estava pra ser inaugurado na mesma rua da outra filial do Pablo Picante. Opa!

Na fachada tinha um anúncio chamando pra fazer parte do time e com um endereço de e-mail. Porém, a inauguração seria em dois dias. A ideia parecia boa. Um salad bar, comida fresca e natural pra take away. Eu gosto. Aliás, era super adepta do Salad Creations em Sampa. Anotei o e-mail, enviei meu CV dizendo o quanto seria o meu prazer de fazer parte do time e tudo aquilo que a gente já sabe. Mas fiquei pensando com meu zíper (não sou muito chegada a botões): “A inauguração é em dois dias. Eles não vão ter tempo pra me chamar, fazer entrevista e tal. Devem estar super envolvidos com a abertura e tal. A equipe já deve estar meio que formada. Preciso fazer alguma coisa além…”

Bora lá, ué! No dia da inauguração, peguei minha pastinha de CV’s e fui ver “qualéqueera”.

Estava um caos! Os donos estavam oferecendo comida de graça! (não sei se é uma prática comum em Dublin, mas penso que sim). Fila, fila, um mundo de gente. Na porta, dois rapazes, um chinaman e um Irish entregando flyers do restaurante e controlando o tumulto. Eu me apresentei, deixei meu CV e pensei: “tomara que esses planfeteiros entreguem isso pro gerente!”.

Ledo engano, o chinaman era simplesmente o dono e o Irish com cara de moleque, o sócio. Preconceitos que rondam nossa mente mesmo sem a gente querer!

E como eu sei? Porque no dia seguinte o Andy (o china) me ligou e chamou-me para uma entrevista no mesmo dia. Iupi! Cheguei e desci para o porão onde ficava a cozinha e o escritório improvisado. Bagunça, sujeita, desorganização. O Andy prontamente desculpou-se e disse que era por causa da inauguração e tal. Olhou meu currículo, perguntou sobre minha experiência com dely e com cozinha. Depois das minhas considerações ele disse que eu poderia fazer um teste na manhã seguinte. Iupi II!

Cheguei na manhã seguinte e conheci o chef da cozinha (Rory) e seu assistente (o polonês, Slav). Rory pediu pra eu ajudar a fazer uns espetinhos de frango e começamos a conversar. Um gordinho bonachão e atrapalhado, muito simpático e que arriscava umas palavras em português (e em diversas línguas). A vaga era para o dely, mas a verdade é que nunca saí da cozinha.

O Rory adorou meu trabalho e no fim do dia falou pro Andy: “Contrata essa garota! Ela é muito boa e eu a quero aqui!” Anotou? Copiou? Colou? Iupi III!

Se eu for analisar o trabalho que mais gostei no sentido do trabalho exercido, posso dizer que foi lá, no Chopped (by the way, o nome do restaurante). Meu dia passava voando, picar trocentos legumes e verduras, temperar, assar os frangos, presunto, lavar quilos e quilos de alface. Não tinha contato com os clientes, não tinha que encarar o caos do lunch time, a fila interminável, o irish acent pedindo coisas que eu não entendia e toda aquela bagunça do dely.

Mas em muitos sentidos, trabalhar no Chopped foi a experiência mais insana de toda minha vida!

Serião!

Pra começar, aquela cozinha minúscula, no subsolo, sem janela ou ventilação, quente que nem o verão no Piauí e imunda! Sim, imunda! O chef tinha um sistema de trabalho o mais porco possível! Picava coisas e saia derrubando no chão. E, claro, não limpava nada. Picava legumes e colocava as cascas e pontas no lixo, depois resolvia que iria usar para a sopa, daí voltava e recolhia tudo e botava na panela. Eca!

Fora que as entregas chegavam pela manhã e eles deixavam as coisas fora da geladeira por horas. Carnes frescas, incluindo frango e frutos do mar! Altamente perigoso pra saúde. Isso deixava-me louca!

Tudo era feito de forma desorganizada, na correria, no meio do caos. O Rory gosta do caos. Sente-se importante, indispensável, sei lá. Eu nao gosto do caos.

Porém o tal do Rory é um chef famoso e nao era o chef oficial do restaurante. Ele estava prestando um tipo de consultoria para abertura do restaurante, criacao do menu, organizacao do trabalho da cozinha etc. O que no caso dele significava “desorganizacao da cozinha!”.

A minha “sorte” foi que depois da primeira semana, o Rory sentiu-se mais confiante e comecou a retomar suas atividades e largou nos (Slav e eu) sozinhos na cozinha.

Era uma loucura! Primeiro porque o Slav nao era uma pessoa la, muito dinamica. Gordinho, calmo e do lema “devagar se vai longe”, ocupava-se a manha inteira de preparar as sopas do dia e descer as entregas. Dai eu tinha que me organizar para dar conta de fazer TODO  o restante.

Uma listinha basica das minhas tarefas em um dia de trabalho:

Vou comecar pelo trabalho feito apos o lunch time, pois era a preparacao para o dia seguinte:

12h30

– Limpar, cortar e marinar uma média de 20kg de file de frango.

– Cozinhar uma peca de 12kg de presunto.

– Limpar, cortar e marinar um peruzao de 5kg.

– Organizacao da geladeira.

– Descascar todos os legumes possiveis: beterraba, cebola, cenoura, batata, batata doce, laranja, pepino, limpar pimentao etc.

– Picar e preparar os vegetais “roasted”: batata doce, cenoura com uva passa, mix vegetais (abobrinha, cebola, pimentao, cenoura, batata doce).

– Gratinar queijo.

– Gratinar cenoura.

– Picar e preparar cebola caramelada. Uma panela gigante cheia de cebola, vinagre a acucar cozinhando por horas e empesteando todo o ambiente com um cheiro insuportavel!

– Marinar tofu.

– Preparar 17 tipos de molhos (Cesar, barbecue, maionese etc.) 17!!!! Era uma melacacao e um transtorno.

Era muita coisa e em grande quantidade! Tentava adiantar tudo o maximo possivel, pois pela manha o bicho pegava.

7h

– Checar o que havia sobrado do dia anterior e se estava em condicoes de uso (so pra constar, eu decidia se estava bom ou nao. Mas nao era treinada pra saber checar se estava bom ou nao!)

– Assar files de frango. Usavamos uma media de 180 por dia, cada forma eu conseguia socar uns 20. Ou seja, ao menos 9 formas. Colocar, virar, checar temperatura, tirar, colocar pra resfriar.

– Assar o presuntao.

– Assar peru.

– Assar umas pernas de pato engorduradas.

– Descongelar frutos do mar, salmao e camarao.

– Picar: tomate, pepino, cebola, cebolinha, repolho, pimentao, brocolis, vagem, abacaxi, laranja, abacate e sei la mais o que. Tudo picado à mao!

– Cozinhar noodles.

– Lavar e secar quilos e quilos de alface americana, alface crespa, espinafre, rucula, repolho, repolho roxo.

– Encher os tubos dos 17 molhos! 2 ou 3 de cada! (nem preciso comentar como esse trabalho era particularmente desesperador, né?)

– Subir com tudo isso e com ovos cozidos, os “roasted vegetables”, queijo, cebola caramelada, tofu, milho, umas pimentas. TUDO! Ou seja, fazer umas 100 viagens subindo e descendo da cozinha (no subsolo) para a loja.   

Nos nao éramos autorizados a preparar com margem de sobra, entao quando comecava o horario do almoco, comecava a loucura.

As coisas acabavam rapidamente e eles vinham pedir mais. Mais pra ontem! Eu tentava prever o maximo possivel e fazer o melhor. Mas nao era facil.

No comeco, tinha uma outra brasileira que trabalhava la e no dia da abertura ajudou na cozinha. Depois disso ela foi pro dely e eu fiquei na cozinha. Sempre senti um ressentimento da parte dela por isso. Ela tinha um jeito ja conhecido por ser um pouco despachada demais, falar tudo que pensa, meio mano.

Por mim tudo bem, voce faz seu trabalho e eu faco o meu. Todo mundo se respeita e ponto final.

Mas quando a parte do “todo mundo se respeita” vai pras cucuias, dai é complicado.

Ela sempre descia na cozinha pra pedir o que acabou. Ao contrario das outras staffs (majoritariamente polonesas) que vinham ja pedindo desculpa e falando “quando der, se voce puder, sei que voce tem um milhao de coisas pra fazer etc.”; essa brasileira chegava gritando e falando que os clientes estavam pedindo e ela ja nao tinha cara de falar que estava faltando isso e aquilo. Eu fazia, entregava pra ela, sem muito papo.

Até que um dia, ela desceu com a furia e TPM total cobrando uma coisa. Eu desculpei-me, disse que estava quase pronto e falei pra ela manter a calma que eu estava no meio de um monte de afazeres. Ela esbravejou dizendo que eu nao tinha ideia do que era trabalhar. Que ficar la no dely que era loucura. Que ela ja tinha trabalhado na cozinha (1 dia!) e que aquilo era “mamao com acucar!”

Eu fiquei muito brava e so soltei: “Por favor, saia da minha cozinha. Eu trabalho com uma faca na mao e nao quero perder meu equilibrio. Isso pode fazer com que eu machuque a mim mesma ou outra pessoa!”

Brinca com a Aninha!

E o que aconteceu depois? Eu a esfaqueei? Amputei meu dedo? Dei uma facada no peito do peru de com odio e furia?

Bem, isso fica pra amanha, porque esse post ja esta virando a historia sem fim parte 2335444.

#Alguemtiraafacadaminhamao!

Despedidas e recomeços

Dia 16/10

Exatamente 1 ano que aterrissei nessa terra verdinha, molhada e friorenta.
Aqui fui recepcionada com muito calor humano. Não so do povo local, mas dos milhares de imigrantes, turistas, estudantes etc. Dos mais diferentes lugares do mundo, entre eles – eh claro – muitos brasileiros!
Que ano incrível !
Cresci, aprendi, amadureci, briguei, cedi!
Foi um ano difícil, que ninguém tenha duvidas disso! Muito tudo!!!
Muito trabalho, muitas viagens, muitos amigos, muitas cervejas, muita roupa pra lavar, muita comida pra fazer e um idioma novo pra aprender!
Estou orgulhosa de mim!
Meu inglês nem de longe esta o que eu sonho, mas isso significa que quero melhorar cada vez mais!
Estava pensando: “eh, não ta bom, mas trabalhei em inglês, fiz amigos em inglês e consigo manter esses relacionamentos todos em inglês. Não ta tão mal…”
Um ano.
Dia de fazer malas, dia de despedida com os amigos, dia de fechar um ciclo!
Fechar um ciclo pra começar outro.
Hoje estou indo pro aeroporto. Mas minha malinha Ryanair com certeza não esta indo pro Brasil!
Hoje eh dia de virar turista!
Embarco hoje pra Londres e na seqüência teremos Budapeste e Amsterdã.
Mas o melhor ainda esta por vir…
Daqui duas semanas vou pra Itália! Realizar um antigo sonho de aprender um pouquinho de italiano, viajar e também para pensar novos projetos, ter novas idéias, ver novos horizontes, construir novos  novos sonhos!
E depois voltar!
Brasil, família, amigos!
Tem muita gente aqui que fica apavorada com a idéia de voltar.
Eu não. Sei que eu mudei, isso eh fato. Mas tudo mudou!
Um ano passou e não foi so pra mim!
Você percebe que a  vida das pessoas continuaram sem você e isso eh maravilhoso e assustador!
Dezenas ou centenas de novidades não me aguardaram chegar…
Esse eh o caminho natural da vida.
Uma das minhas maiores alegrias eh saber que dei bons exemplos para as pessoas ao meu redor. E isso não eh falta de modéstia não…
Eh bom sentir que sou referencia para algumas pessoas como aquela que não se acomodou… Sonhadora, desbravadora, batalhadora são alguns adjetivos que ouço e me emocionam!
Estou feliz!
Sou feliz!
Não tenho preguiça de começar e recomeçar na vida quantas vezes forem necessárias! Ao contrário, eh isso que me move e me motiva!
Obrigada a cada um que fez parte deste ano incrível!
Obrigada a todos que torceram, mesmo de longe, mesmo sem nunca ter me visto. Quem lê isso aqui conhece um pedacinho dessa doidinha… Rsrsrsrs
E isso não eh um adeus!
Na nani na não !
Em breve terei tempo para atualizar tudo o que aconteceu neste período que meus leitores ficaram perdidos, chorando loucamente, sem notícias!
Bora lá checar o portão de embarque!
#alguemmesegure

Hablando por ai…

Depois das paisagens, delicias e alegrias de Portugal essa intercambista metida a blogueira partiu pra Espanha.
Primeira parada: Madri.

A movimentada e efervescente capital da Espanha. Por la fiquei duas noites e dois dias. Foram bem aproveitados. Claro que nao vi tudo, acho que nem essa eh a ideia neste tipo de viagem.
No primeiro dia fiz um “free” walk tour que tinha no quadro de informacoes do hostel. O “free” eh porque eh uma guia que vive de caixinhas. Ate ai tudo bem. Era uma guia inglesa e o tour foi em ingles. Ate ai tudo bem, again. O problema eh que foi bem corrido, bem informal (como a guia gostava de frizar, que nao era uma guia oficial, entao nao daria informacoes oficiais) e no final rolou uma pressao sobre as tips. Ela deixou todo mundo num banco e falou pra gente pensar sobre os tours oficiais que custam 17 euros ou mais. Jogou um “Eh claro que eu nao estou falando pra voces pagarem isso e bla, bla, bla…” Detalhe, um tour oficial voce vai de onibus e tem guias oficiais, em varias linguas e bla, bla, bla… Dei euros pra ela e ate me arrependi, achei muito. Teve gente que deu 10 ou mais! Estavamos em umas 20 pessoas, entao ela arrecadou mais de 100 euros por um trabalhinho de 2 horas bem meia boca!

Enfim, tropecos de viajante.

Bem, Madri nao me cativou tanto assim. Muito edificio historico, as tais pracas disso e daquilo (e sem arvores… rsrsrs), mas muito cidade grande. Coisa da qual estou fugindo faz tempo.

O metro funciona muito bem e nos dois dias que fiquei la ja estava bem localizada. O hostel que eu fiquei (Las Musas) eh bem legal, mas depois vou fazer um post so sobre os hostels que fiquei hospedada durante essa trip.

Tirei meu ultimo dia para os museus. A ideia era ir ao Museu do Prado (o maior e mais importante museu da Espanha) e ao Reina Sofia, de arte mais contemporanea. Mas pelo jeito alguem avisou pra todo mundo que o Museu do Prado eh muito legal e a fila estava impossivel!
Como nao estou de ferias pra bancar a paulista na fila e me estressar, peguei minha bolsinha e rumei para o Reina Sofia. E foi uma otima ideia!

Um museu repleto de Dalis, Picassos e Miros… Lindo!
E a Guernica de Picasso!

Agora posso, antes de morrer, suspirar e dizer: “Eu vi a Guernica!” rsrsrs…

Ja vi tanta coisa nessa viagem! Estou felizona mesmo.

Por falar em ver, uma coisa que nao me deixou felizona, mas impressionada, foi um documentario sobre a segunda guerra mundial, mais precisamente sobre os campos de concentracao. Chocante!!!
Vou procurar no youtube e colocar o link aqui.

Imaginar que nao so um ser humano tem a capacidade de fazer aquelas atrocidades com outro, nao foi so um homem. Nao podemos colocar toda a culpa no Hitler. Ele arquitetou, mas haviam os que executavam e aquilo era uma industria de matanca, torturas com requintes de crueldade!

Colchoes feitos de cabelo, sabao feito com a carne (porque gordura ja nao existia) e ate folhas feita de pele humana! Eh muito horror. Sei que eh um assunto nada agradavel para um blog de intercambio, principalmente eu falando sobre minhas viagens e tal, mas era realmente necessario meu desabafo! Pronto, falei!

Nesta noite parti para Barcelona! Essa sim, que cidade linda!
Gaudi, Gaudi e mais Gaudi!
A cidade toda esta repleta com as cores, curvas e vivacidade desse artista impar!

Las Ramblas, Park Guell, Praia de Barceloneta, Sagrada Familia… andei, andei e andei. E tudo valeu a pena! Fiquei 3 dias em Barcelona. Segui os conselhos de amigos e roubei um dia de Madri para Barcelona. Fiz muito bem!
Sabado, domingo e segunda. No fim de semana a cidade estava muito cheia, entao deixei meu dia de museu para segunda. O museu: Pablo Picasso. Minha surpresa: o museu nao abre as segundas! Hehe…
Deslizes de uma viajante desinformada. Fica a dica.

Nao vou falar pra voces que parte do meu periodo na Espanha estive com um pequeno mal humor devido a uma constipacao. Nao, jamais faria isso. Eh um assunto intimo demais para falar para meus leitores invisiveis. E intimidade eh uma merda! hihi

Entao, estive um pouco mau humorada na Espanha, por um motivo que nao vem ao caso…

Next stop: Paris!

Mas isso eh assunto para outro(s) post(s).

Ah, fiz todas as minhas viagens a partir de Portugal by bus
Guarda (Portugal) – Madri = 7 horas
Madri – Barcelona = 8 horas
Barcelona – Paris = 16 horas!!!

Quase me arrependi, mas tinha planejado assim, nao tive que ir pra aeroportos longes, passar por check in Ryanair chatos, encarar atrasos (eh, to traumatizada) e ainda economizei 2 noites de hospedagem! Ah, e dormi como um anjo em todas as viagens. Em Paris, depois de 16 horas de busao, so tomei uma ducha e fui bater perna.

Tenho mais um dia em Paris. Dia 2 volto pra Dublin.
Estou feliz por estar aqui e estou feliz por voltar.
Tem coisa mais perfeita que isso?

Mudei-me de casa no dia da minha viagem pra Portugal, entao quando chegar tenho uma casa novinha (nao a casa em si… rsrsrs) pra estrear! hehe

PS: pra variar, os teclados! Esse tem TUDO fora do lugar! O “Q” trocou de lugar com o “A”. O “W” com o “Z”… o “M” fica depois do “L” e todos os pontos sao loucos. Ah, e claro, nao acho os acentos! Que trampo escrever esse post! Mas meus queridos leitores merecem! Por isso eles perdoam essa bagunca e se esforcam para entender o que eu esforcei-me para tentar escrever. hoho

PS 2: adoraria fazer uma selecao de fotos de Madri e Barcelona para colocar aqui, como fiz de Portugal, mas o acesso do hostel nao permite acessar o cartao de memoria da camera. Quando chegar em Dublin faco isso, e coloco as de Paris tambem, eh claro!

My little time in Brazil

Eu estou no aeroporto de Amsterdam. Yes. Não, eu não vim visitar a Holanda, viagem que pretendo fazer assim que possível.

Estou aqui mais uma vez para me justificar. Por que fiquei novamente um montão de tempo sem escrever… Sei o quanto é um saco acompanhar um blog que não posssui atualização frequente. Na verdade, a maioria acaba desistindo de “acompanhar” e acessa de vez em quando pra ver o que perdeu, ou se não perdeu nada…

Enfim, por isso acho importante justificar.

Estou em Amsterdam, e todos os acessos aos portões D estão fechados. Adivinha em qual portão a Aninha embarca? Murphy ataca again!

Mas o que afinal o que eu estou fazendo no aeroporto de Amsterdã, obviamente querendo chegar na minha casinha em Dublin? Estou voltando do Brasil.

O quê? Como assim? E o intercâmbio? E o curso? E seu emprego? E tudo?

Pois é… é uma loucura.

Fiz um “bate e volta” de duas semanas no Brasil. Foi o casamento da minha melhor amiga de infância, e como eu acredito que esse fato só aconteça uma vez na vida, não podia perder.

Mas é claro que se tratando da Aninha, tem uma história nisso tudo. Uma não, várias…

Em primeiro lugar, já sabia que voltaria ao Brasil para este evento desde que vim para Dublin. Como assim? E viajar pela Europa? Está nadando no dinheiro?

Não. Sou uma pessoa muito abençoada, querida e amada. Minha amiga marcou a data do casamento depois que eu já havia começado a planejar meu intercâmbio e fazia muita questão da minha presença. Ela chegou a cogitar só se casar depois que eu retornasse. Pense numa pessoa importante, hihi. Daí o noivo dela questionou quais seriam os motivos para eu não voltar  e como a passagem era o principal empecilho ($$$$$) ele ofereceu comprar a passagem para que eu pudesse ser madrinha da minha amiga! Pensa em que gesto de carinho TÃO grandioso. Mesmo sem ter ideia de como seria minha vida em Dublin, se estaria trabalhando ou não, se estaria adaptada ou não, se sei lá o que ou não, eu só pude dizer SIM! Se é para a felicidade geral do povo e o bem da nação, a Aninha volta!

Voltei! Para isso precisei sair lá do mexicano. Pois é… meio triste isso. Mas eu, a funcionária mais nova, com menos de 2 meses, quando falei que precisava ir pro Brasil, meu chefe não ficou lá muito contente… hehe.

Cheguei ao Brasil dia 29 de Janeiro, o casamento seria dia 5 de Fevereiro. Uma semana para resolver todas as coisas pré-casamento-da-melhor-amiga-que-eu-sou-madrinha. Foi uma loucura! Saí dos 5ºC com sensação térmica de 0ºC de Dublin, para os 32ºC com sensação térmica do inferno, em São Paulo! Levei o verão para os paulistas! E que calor! Juntando essa mudança brusca de temperatura, a correria, o trânsito de São Paulo, ficar o dia todo pegando ônibus – metrô – trem – chalana – etc. (coisa que eu ADORO) uma irritaçãozinha na garganta que estava sentindo quando cheguei em Madri, virou a pior infecção na garganta que tive em toda a minha vida! Na véspera do casamento no civil, eu comecei a sentir dores no corpo, nas juntas, uma moleza. Minha mãe disse que era TPCMA (Tensão Pré Casamento da Melhor Amiga), mas eu sabia que era algo mais. No dia seguinte madruguei pra ir pro cartório e já na casa da minha amiga, para o almoço de casamento, eu queria me enfiar debaixo das cobertas com um calor de derreter o crânio. Resultado: estava com febre. Neste dia ainda fomos ensaiar as entradas na chácara onde seria a festa no dia seguinte. Mas no fim do dia não teve jeito, acabei no pronto socorro (que agora é pronto atendimento) e o veredicto: infecção na garganta e na urina! Benzetacil, outra injeção e antibiótico.

No dia seguinte: o grande dia! O legal foi que acabei dormindo na casa da noiva (na prática, eu passei a noite de núpcias com ela, pois o casamento no civil foi naquele dia… hehe) e passei a manhã da noiva (pois o casamento foi 13h) com ela. Fui pro salão, acompanhei o cabelo e maquiagem, ela se vestindo, tão linda! E mais: fui no carro com ela! Isso é que eu chamo de amiga VIP! Hahaha

Ela estava tão linda! Sei que sou suspeita pra dizer isso, mas isso não é difícil para a Fernandinha, ela nasceu assim. Durante a festa acho que os remédios fizeram algum efeito e consegui me divertir bastante. Dizer que toda minha família foi, é complicado, pois minha família é grande que só… rsrsrs… mas a parte de casa foi: Mãe, Cris, Ju e Jonathan. E minha amiga Andrea, que também já é família. Ficamos juntos e foi um dia pra ficar na memória. Inclusive o calor de derreter asfalto também vai ficar na história. Ah, mas o que vai ficar na história mesmo é a linda da Fernandinha cantando e encantando todos da festa! Arrasou! Eita vozerão!

Na semana seguinte fiquei tomando antibiótico e tentando não me exceder para me recuperar. Ou seja: nada de breja nos botecos ou em qualquer lugar! E também não pude fazer tudo o que queria, pois cada vez que saía, voltava pra casa parecendo que um caminhão havia passado em cima de mim. Mas foi ótimo! Consegui ver e matar um cadim da saudade de muitos amigos, fui à Novacia, empresa que trabalhava até vim pra Dublin, e fui recebida com muito carinho por todos, o que foi muito legal, consegui almoçar com uma aqui, tomar um (dois, três, quatro, cinco) suco(s) com um aqui e outro ali, passar a tarde cantando no karaokê caseiro com outra acolá, passar um tempo com um primo mala acolá (hihi). Fiquei sem ver umas e outras piriguetes, que sabem bem quem são, mas todas estão no meu coração e sei que ninguém podia mudar a rotina ou os compromissos por causa da doida que chegou do nada e pra melhorar ainda ficou doente!

Ah, e pra melhorar, enquanto estive no Brasil foi aniversário da minha mãe, do meu pai e da minha irmã! Muito bom! Não teve festa (da Cris teve, mas não consegui ir) e eu estava moribunda, mas só de estar perto e poder dar um abraço, foi muito bom!

E mais, na sexta feira já estava melhorzinha e fui tomar sol na laje do SESC pinheiros! Estava um mormaço, mas peguei uma corzinha. Nova saga: “A volta para a friaca da Europa com a cor do pecado brasileiro”. Hehe 😉

Pra melhorar, ainda consegui finalizar um projeto de roteiro de curta metragem com um parceiro roteirista, com direito a registro na biblioteca nacional e inscrição em edital do MINC. Coisa que estava totalmente fora dos planos, mas os prazos coincidiram perfeitamente e não havia como não aproveitar a oportunidade. Mas detalhes sobre isso, eu conto – ou não – em outro episódio.

Eu tenho umas chatices sobre falar dos meus planos. Sei lá, não gosto de falar sobre coisas que não estão 100% certas. E não é nem só isso, prefiro falar de fatos do que de planos. Essa história de ir ao Brasil mesmo, poderia ter comentado antes, mas preferi esperar acontecer pra falar. Mas vou quebrar essa regra (que não é regra nenhuma) e dizer que hoje chego em Dublin e dia 16 embarco para Portugal! Passarei o carnaval na terrinha de nossos patrícios! Estou animada com essa viagem. Sabia que estaria desempregada mesmo, então resolvi dar uma viajadinha antes de voltar para a busca de subempregos. Não irei somente para Portugal, mas vou fazer um suspense, vai que você, meu leitor revoltado com essa preguiçosa blogueira, volte a xeretar por aqui nos próximos dias para conferir o restante do itinerário.  

Pode voltar!

Aguarde e confie!

 

Alguém me segure!

 

PS: escrevi o post em Amsterdã, mas postei de casa, em Dublin. Fiquei OITO horas em Amsterdã pra conseguir outro vôo. Uma parte do aeroporto foi interditada por suspeita de bomba. Pense numa pessoa cansada! Mas tinha que postar antes de dormir. Então, pra variar, não está revisado… rsrsrs… Sorry!

 

 

 

 

 

A palavra mais usada

Estava agora pensando e acho que a palavra que sera mais usada neste blog sera: PRIMEIRO (A) (ao menos nesses PRIMEIROS dias, PRIMEIRAS semanas, PRIMEIROS meses)
Eh muita coisa nova, o tempo todo.
Amanha irei a minha PRIMEIRA festa de hallowen. Nao PRIMEIRA so em Dublin, mas PRIMEIRA da vida!
Sera a festa da minha escola.
Hoje comprei uns apetrechos pra montar uma fantasia. Como nao posso gastar muito dinheiro o jeito foi inventar. Nao sera nada muito criativo. Ja que eh o meu PRIMEIRO hallowen, optei pelo tradicional: fantasia de bruxa! kkkkkk
Aqui tem umas lojas que eh tudo por ate € 2, e agora abriu outra pra concorrer que eh tudo por ate € 1,5…rsrsrs… bem similar aquelas lojas de R$ 1,00 ou R$ 1,99 do Brasil. Ou seja: um monte de bugingangas.
Ah, a diferenca que aqui vc pode comprar um pack com 4 Kinder Bueno ou uma Pringles por € 1,50 ! Haja tentacao!
Eu nao comprei nada disso, porque estou super saudavel aqui. Vamos ver ate quando…
Enfim, voltando pro hallowen, hoje apos a aula uma colega de classe e eu fomos andar atras da minha fantasia. Como ela esta aqui faz uns dois meses e meio foi pra me ajudar.
Andamos, andamos e achei uns apetrechos legais na loja de € 2,00. Comprei um chapeu de bruxa, uma peruca e um pacote que vem com nariz, dedos, dentes, aranha… hahahah… Gastei € 6,00. Vou botar uma roupa toda preta e bora pra folia! rsrsrsrs…

Ah, depois do diluvio que teve aqui, resolvi comprar minhas PRIMEIRAS galochas!
Comprei uma basiquinha. Toda preta com uma parte peludinha em cima so pra nao ficar com tanta cara de peixeiro ou jardineiro. Comprei numa loja chamada Barratts e paguei € 17,50. Estava com 20% de desconto. As da Dunnes eram muito coloridas e escandalosas… na Penneys nao encontrei e em outras lojas estava mais caro.
E descobri que comprar galochas eh tipo fazer a danca da chuva ao contrario: desde que comprei-as nao caiu uma gota d’àgua desse ceu dublinense!
Eu nao to achando nem um pouco ruim. Quando nao chove o dia rende mais e eu nao sinto tanto sono… rsrsrs… Mas quando os benditos (ou marditos) pinguinhos resolverem dar o seu ar de graca, eu estarei munida de minhas fashions botas de plastico! E meus pezinhos nao ficarao mais uma vez molhados o dia todo! kkkkk
E salve-se quem puder!