Usar as coisas e amar as pessoas?

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Ame as pessoas, use as coisas e não o contrário.

Já escutei essa afirmação várias vezes. É bonita. Faz sentido. Até a página dois.

Vivemos em uma sociedade de consumo. Em que as pessoas – em geral – estão esquecendo o valor das pessoas, das relações sociais, dos laços afetivos. E dando cada vez mais valor às coisas, ao status, às posses materiais.

Então faz todo o sentido dizer para usar as coisas e amar as pessoas e não o contrário.

Mas tem um outro conceito que gosto mais. Diz: “Não estou vivo, sou vivificado”

Várias vezes que estive perdida, confusa, sentindo que não tinha nada, nem ninguém, pensava na profundidade desse conceito. E parava para olhar tudo ao meu redor. Sim, as coisas materiais. Se estava deitada chorando na minha cama, pensava: “Estou numa cama, em cima de um colchão, tem ao menos duas camadas de lençóis, um travesseiro, uma fronha, as paredes em volta de mim, as roupas que estou vestindo, a comida que está na minha barriga neste momento, toda a mobília que está neste comodo. Em última análise, não estou sozinha.”

Quanto trabalho e quanto amor e centenas de pessoas não foram necessários apenas para que você acordasse hoje e encontrasse tudo o que você tem a sua volta e ao seu dispor?

Quando tratamos as coisas, simplesmente como coisas elas são frias, não inspiram sentimentos, são descartáveis, podem ser substituídas a qualquer instante.

Parece fazer sentido. Mas acho que faz muito sentido a indústria do consumo, que te faz “materialista”, no sentido de precisar de muitas coisas para viver, mas ao mesmo tempo “desapegado”, no sentido de conseguir descartar as coisas com uma facilidade imensa. Para comprar o próximo lançamento, a última têndencia, o que está na moda hoje.. que não será o mesmo de ontem, nem de amanhã… provavelmente o mesmo de 20 anos atrás, mas você nunca saberá, pois já se livrou de tudo das tendências passadas.

Já quando passamos a ver tudo o que nos cerca como a manifestação do trabalho e do amor de todas as pessoas, como recursos naturais que foram usados para te manter vivo, alimentado, protegido… nossa visão muda. Vemos que mesmo através das coisas, podemos amar as pessoas. Que talvez devêssemos cuidar mais de nossas coisas, com amor, como um gesto de amor extendido a quem arou a terra, para plantar o algodão, quem colheu, quem o transformou, quem teve a ideia do business, quem fez o designer, quem produziu, quem te vendeu… para você usar algumas vezes e pensar: “Acho que já deu, próximo!”

Sem contar em toda a água, degradação do solo, químicas e pestecidas usadas, a poluição de produzir e transportar para fazer com que aquele produto chegue até você.

Pra terminar, uma historinha. Sobre a xicarazinha que ilustra este post. Ela pertencia ao avô do meu namorado. Na Itália. Não sei quantas décadas atrás. Gaetano ama tomar café. Seu espresso. Curto. E as xícaras grandes não servem. Talvez a gente poderia ter encontrado xicarazinhas modernas e cool em alguma loja. Mas da última vez que ele foi pra sua cidade natal, ele passou na casa do avô e trouxe três xicarazinhas de lá.

Eu não conheci nono Michelle. Mas sinto-me afeiçoada à ele. Tantas histórias já escutei. E pesa o fato de toda a família dizer que ele iria gostar de mim. A brasileira. Ou seja, era gente boa.

Agora, eu que nem tomo café regularmente, tenho esse exemplo de amor vivificado todos os dias. Cada vez que lavo a xicarazinha, tomo o maior cuidado do mundo. Imagino as gerações que já tomaram café ali. Essa xicarazinha já viu mundos que eu nunca vi. Essa xicarazinha conheceu pessoas que eu adoraria conhecer. Essa xicarazinha é motivo de sorrisos nostálgicos e histórias do tempo da guerra, vida no campo, nevascas severas e orgulho da geração passada.

Eu não quero usar essa xicarazinha.

Eu amo essa xicarazinha, sua história e o que ela representa em nossas vidas.

Documentário muito interessante sobre moda: The true cost

 

 

 

 

 

Em terra de bom ladrao: vão-se os dedos, ficam os anéis

medico palhaco

Assim como um bom poeta tem mais inspiração quando está sofrendo por amor do que quando está feliz, uma boa contadora de história, tem mais o que contar quando acontece uma tragédia do que quando tudo está tranquilo.

Então… oia eu aqui outra vez.

Enquanto escrevo essas linhas mal traçadas, meu super dedinho passeia flutuante sobre o teclado… sem poder digitar nenhuma teclinha.

O que foi dessa vez, ne genthem?

Estava Aninha pastry chef, cansadinha e estressadinha, se forçando para terminar um dezembro mega punk, trabalhando uma média de 14 horas por dia, literalmente, sambando o samba do criolo doido dentro daquela cozinha, servindo sobremesa pra 800 bonitos por dia…

A galera toda no limite do cansaço, misturado com stress e aquela sensação de “puta merda… isso vai acabar ou não?”

Sexta feira, o restaurante ficaria aberto até a próxima quarta, mas – teoricamente – era o penultimo dia movimentado do ano. Em cada canto ecoava o mantra “mais dois dias, mais dois dias”.

O almoço já tinha ido. 300 e alguma coisa… preparação… correria… tudo ficando pronto para o round 2 do dia…

Tirei um break, voltei – mais cansada e lesada do que tinha ido, porque quando o corpo esfria o bicho pega – continuei fazendo minhas preparações… arrumando tudo pro boom que aconteceria entre 20:30 e 23h… Quando foi umas 20:10 meu chefe volta de uma pausa cigarro e eu saio da cozinha pra ir tomar uma arzinho também.

Sentei por cinco minutos… dai fu… as pernas pesadas, a cabeça cheia, os ombros que sentiam o peso do mundo. Levantei pra voltar com uma ideia na cabeça: “Vou vazar! Pra mim deu! Hoje eles dão conta. Se ficar hoje, não consigo amanhã estar aqui de novo às 10 da manhã…” E todos esses pensamentos kamikazes estavam bombardeando a minha cabeça. Só tinha um porém: “Como vou convencer meu chefe disso, sem causar um bico que vai da cozinha e bloqueia a saída?” PQP!

Pensei: “Vou fazer um pipis, aí penso em alguma coisa, digo e já vazo bem rápido. Antes que o caos comece e mudem de idea”

E lá fui eu como um raio para o banheiro.

Pois é, amiguinhos.

Se você chegou até aqui, devo te alertar: As próximas cenas serão a descrição de muita dor, sangue e confusão. Encha o estômago. Esvazie a bexiga. Tirem as crianças da sala. E cola na da Aninha.

Atravessei o longo corredor que liga a parte de fora, com a cozinha e a parte interna do restaurante. Entrei pelo pequeno corredor que liga o escritório aos banheiros e trocadores dos funcionários. Para chegar à essa última parte, existe uma porta pesada, dessas que você puxa e ela volta sozinha.

Pois bem, puxei. Na hora que abri, alguém estava saindo do banheiro. Então segurei a porta pelo outro lado, para dar licença para a pessoa sair. Na hora que fui soltar a porta, minha mão deslizou por ela… e meu dedinho foi caçar o que fazer no vão da quina. A porta é pesada… O peso fez a porta voltar…

Não está precisando ser gênio pra sacar que o cacete da porta fechou no meu dedinho!!!

AAAAAAAAAAIIIIIII, QUE DOR!

A única coisa que fiz, foi empurrar a porta de volta, para tirar o cotoco e com a visão do sangue, fui deslizando para o chão. E lá fiquei, pensando: “Que merda, que merda, que merda, que merda”

É, galera, não esperem que vai ter muitas palavras bonitinhas quando a pessoa tá encarando tipo a ponta do ossinho falando “Hello! I speak English as well. Finally we met. How are you doing?”

Tipo, se não consegue lidar com alguém pensando e escrevendo “Que merda, que merda”, bem… vá à… procurar uma coisinha mais soft pra ler… hehe

Voltando ao dedo pendurado… eu lá jogada na chon… daí passou alguém no corredor e viu essa musa lá jogada às traças e claro que se desesperou para saber o que tava pegando. O porquê de tanto sufrimento.

Eu só fiz um sinal com a mão não afetada e disse: “Go get some help!” Lá, mona jogada… cena deprimente.

Em menos de trinta segundos estava rodeada de gente me perguntando o que aconteceu.

A sorte é que minha melhor amiga e o Gaetano também trabalham lá. E logo eles chegaram. Francine saiu melhor enfermeira do que a encomenda. E Gaetano, expulsou todos os urubus de volta e ficou lá sofrendo comigo.

Bora pro hospital? Calma que a coisa não é tão simples assim.

Um dos supervisores chamou uma ambulância e nos explicou (ele é irish) que mesmo sendo uma noite super busy (última sexta feira pré natal, todo mundo bebe, fica doidão e muita gente vai parar no hospital) era melhor esperar pela ambulância. Regra irlandesa: se você chega de ambulância, corta a fila e vai para o médico, se você chega a pé… vai fazer cadastro, esperar triagem, ser classificado na lista das urgências…e, literalmente, se não tiver nenhum orgão sangrando pendurado para fora, a fila de espera é de no mínimo 8 horas. Já fomos pro hospital e desistimos no meio da espera algumas vezes.

Então, lá vai Aninha carregando o dedo na prancheta ficar quietinha no escritório esperando a bendita ambulância.

Depois de muita, muita espera … 2h30 para ser mais preciso… chegou a bonita. Paramedicos… eu vestida de chef com dedo esquichando sangue passando por dentro do restaurante… todo aquele auê… A paramedica pediu para ver meu dedo, que estava coberto com uma gazezinha ordinária e a cara que ela fez não foi das mais entusiasmadas.

Enquanto ela me amarrava no cinto de segurança, ela perguntou se eu já tinha visto o estado do meu dedo. Eu disse que ainda estava acordada porque não tinha dado essa olhadinha. Ela perguntou se tudo bem ela explicar qual era a situation. Eu pensei: “To sentada, amarrada no cinto, a caminho do hospital, se tem algum lugar que a merda pode acontecer, é aqui.. se eu chegar desacordada, deve que vou ser atendida mais rápido.” Manda bala! Pode falar que eu aguento!

“Bem, sua unha tá solta…” Ela começou… “E a ponta do seu dedo está AMPUTADA. Acho que não tem jeito de recuperar. NINGUÉM nos disse que era essa gravidade de acidente. Alguém ligou para a central e disse ‘Um de nossos chefs cortou o dedo’ até aí, um chef cortar o dedo é coisa do cotidiano. ‘Qual dedo?’ ‘O mindinho’ ‘O sangramento está sob controle?’ ‘Tá sussa’ ‘Então aguenta aí…’ Daí nós fomos pegar uns bebâdos na rua, que na nossa escala de urgência era mais importante. Levamos SEIS e depois viemos buscar você.”

Nessa hora minha coloração já tinha passado por todos os tons de amarelo e verde possíveis… e fiquei lá pendendo e chacoalhando como um manequim sem vida.

Chegamos ao hospital e a cada um minuto vinha um ganso olhar meu dedo, fazia uma cara de super entendido, misturado com sou-empatico-com-sua-dor-então-sei-o-que-estou-falando e dizia “Yeah. It’s gone”

E eu lá com uma cara tipo: “Ah, que legal! Obrigada por me informar”

Depois dessa torturinha fui pra próxima tela. Sim, porque aquilo tava parecendo joguinho do Mario Bross from hell. Vamos ver o quanto ela aguenta e se ganha o cogumelo que permite ela receber algum tipo de tratamento.

Acho que dei os soquinhos certos, porque finalmente fui agraciada com a visita de alguém que mais parecia uma médica. Que depois de uma boa olhada e algumas caras e bocas, disse que precisaria dar uma anestesia local no dedo, para poder limpá-lo e eu teria que fazer um raio X.

Depois de umas duas horas, conseguir passar dessa fase, e outro médico veio olhar o dedo para dar o parecer dele também.

Ele começou assim:

“Você é destra ou canhota?”

“Destra”

“Boa notícia!”

“Você usa sua mão para trabalhar?”

“Bom, sou confeiteira e escritora… então acho que sim”

“Você usa sua mão para praticar seus hobbies?”

Juro que fiquei tentando imaginar alguma atividade que não use as mãos… mas estava vendo que aquela conversa não estava indo por um caminho muito bom.

“Então… no pior dos cenários, você vai perder a ponta do seu dedo. Mas vamos lá. A ponta do dedinho não é lá essas coisas. A gente não usa muito. Você não vai nem perceber que ele não tá mais aí…” E continuou nessa linha de raciocínio por uns dois minutos até que eu o interrompesse.

“Olha, acho que eu entendi essa parte. Mas eu queria discutir a opção de manter o pedaço do meu dedo. Já convivi com ele por 29 anos e meio que desenvolvi uma relação de carinho com ele”

Juro que disse isso.

JURO JURADO!

Daí ele riu de nervoso e continuou:

“Ah, sim, claro. Estava falando do pior dos cenários. Mas a gente vai fazer de tudo para mante-lo”

E parou. Ficou CINCO MINUTOS falando o quanto eu não ia sentir falta do meu dedo. E fala uma frase sobre a genuina intenção de manter the fuck finger!

“So… TELL MORE ABOUT THAT!”

“Então… você VAI PRA CASA AGORA e AMANHÃ de manhã a cirurgiã plástica vai dar uma olhada no seu dedim”

E lá vai eu pra casa com o dedo pendurado… (eles fizeram um curativo xinfrim… mas pra que parar de dramar, né?)

Depois de três horas, lá vai a Ana voltar pro hospital.

A cirurgiã:

Bom… ela chegou atrasada. Não tinha roupa de médica. Foi tirar o curativo do dia anterior com uma tesourinha cega, sem apoir minha mão em lugar nenhum. E mesmo assim, tinha que garrá todas as minhas esperanças nela. Que outra opção eu tinha.

O parecer dela: “Vai ficar tudo bem” Começou ela com as palavras que soavam como música para meus ouvidos. “Seu dedo está meio amputado, sim. Mas ainda tem circulação na parte solta. O que é fundamental. A unha saiu inteira, então a gente vai tentar botar ela no lugar. A ponta do osso tá quebrada, mas é a pontinha. E desde que você não seja uma pandeirista profissional compulsiva, acho que você não vai querer ficar batendo a ponta do seu mindinho a torto e a direito. Eu vou costurar tudo no lugar e você vai arrasar!”

Uhuuuuuu!!! Dedinho is back! Pensei…

Bora arrasar e não vejo a hora de enfiar ele no c… de todo mundo que ficou “It’s gone… it’s gone” Sifu… foi o segundo pensamento…

Mas bora não colocar os carros na frente dos bois, nem dedo amputado no fiofó de ninguém…

A dotora disse que ia ali preparar a sala de cirurgia e já me chamava pra um chazinho e uns pontinhos.

Pois bem… o “já” se transformaram em OITO horas. E às quatro da tarde o centro cirúrgico estava pronto para receber essa presença brasileira, afro, latina, tropical, inesquecível.

Juntei meus panos de bunda, dedo pendurado e fui.

No centro cirúrgico era eu, a dotora e mais quatro assistentes. TODAS mulheres! Fiquei super orgulhosa e feliz… e mesmo dopada, fiz questão de falar o orgulho de estar entre monas poderosas.

Fiz a cirur… Durou uma horinha… eita horinha interminável quando você tá lá acordada… depois de mais de 24h de jejum + exausta por estar trabalhando 14h por dia + ter sofrido um acidente traumático + todo mundo falando que você vai perder um pedaço do seu dedo + ter dormindo por 3 horas + anéstesias que doem pra cacete + médica conversando com a instrumentista sobre seu dedo e girando sua mão pra lá e pra cá.

Depois que acabou a parte do castelo (estamos no Mário, lembra), a Rainha Diva Mor veio falar comigo:

“Intonces. O bicho pegou. Foi mais tenso do que eu tinha calculado. A circulação não tava toda essa maravilha que eu pensei. Soquei a unha no buraco. Bora torcer pra que nasça outra. Ao menos um pedaço pra contar história. Mas tem umas unhas postiças babadeiras que as girls usam aqui… sem crise. Sobre o dedo. Lavei, distorci, costurei tudo no lugar. Agora vamos acender umas velinhas pra que o trem grude. Se não rolar, a ponta do seu dedo vai ficar preta, daí vamos ter que arrancar mesmo. Desculpa aê. Feliz Natal”

E é isso, folks.

Neste momento meu dedo está todo enroladinho.

Vou ir desembrulhar meu presente de Natal dia 29. E “torcer” pra que ela realmente tenha tentado colar. Porque nos meus piores pesadelos, ela já arrancou unha, pedaço de dedo, embrulhou e está rindo malignamente na casa dela, imaginando a minha cara na hora que desempacotar e eu ver o cotoco.

Anyway, torçam por mim.

E depois escrevo mais, porque digitar com nove dedos pra quem é escritora dá trabalho pra cacete e já to com a lombar doendo de tanto ficar aqui de lorota pra vocês.

Vocês querem novidades? Ficam chorando que eu não escrevo?

Agora toma!

E Feliz Natal

#alguemsegureestededinho #escreveunaoleuodedoperdeu #dedoeretoehdedobom #jaerapequenininhoimaginametade #doeu #pra #cacete

As a good wine, Aninha doesn’t get old… she gets better…

Helooooo!!!

I’m back!

After a long,  long winter. .. finally the spring arrived!
Even literally !!!

Hahah

Oh, but you may be thinking: “WTF is going on?!?!?! Why on earth is she writing in English? !?!!?!”

If you understand and read in English. .. good for you.

If you don’t,  I hope you are reading this on Google translate. ..

So… what’s story?

Well… I know this suppose to be a exchange blog… focused in brazilians… mainly the ones that, before coming, are reading everything about Dublin,  Ireland and the experience of brazilians here.

As you know as well. .. this blog never had the commitment to bring accurate information about courses,  cost of life and others relevant bullets when the matters is do a exchange. Sorry… I think there are plenty of good blogs and sites offering this infos and I like to write about my personal experiences here… hehe

So… with all that information on the table,  and since when I got here in the second time my main aim wasn’t just do a exchange,  but live in Ireland… to make a long story short,  basically I want to practice my writing in English.

And I think the best way to do that is start writing about what I like: my experiences,  my thoughts,  little pieces of my life here.

And again. .. I’m starting to write in English. .. of course I will make lots of mistakes. .. but this is the idea.

I accept suggestions,  mini classes, tips how to improve etc… but I’m not a native,  and if you come here to offend me… well… you are not that welcome.

So… let’s start!

Last May 27th I had my birthday!

And I got my first surprise party of my life!

It was sooooooo amazing!

My amazing friends involved my boyfriend in the plan… and what suppose to be a romantic b-day dinner turns out in a great surprise celebration!

I won’t forget that moment ever!

Realize that many people expend time, energy, ideas, elaborating a plan, taking care of details… made me feel so loved, happy and blessed.

What I can say is… is worth you plant your seed… water and care of your seed… and see what you had planted, grow.

I’m ready for a new year!

My new year!

And let grow… not grow old…

but maturate… evolve… and learn day by day… how to appreciate life… and a good wine..

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Thanks everybody!!!

Lov U all!!!

❤ ❤ ❤

Balanço do ano véio

É… é o assunto do momento: 2014.

E o trem deve ser importante mesmo, porque fez até a nega véia aqui tomar vergonha na cara e escrever umas mal traçadas linhas nessa biróska.

Intonces… O que dizer de 2014?

UFA!

Foi uma GRANDE ano!

Um ano de muitas colheitas e claro… de mais plantio também.

Fui recompensada a reencontrar meu gringo lindo, depois de um ano de namoro à distância, centenas e centenas de horas de conversas via skype. Fui recompensada por acreditar num sonho, no amor, no outro. Fui recompensada por ter cuidado da sementinha que plantamos juntos.

Voltar pra Europa, reencontrar amigos, sentir tudo novo… de novo.

Dublin é uma mãezona. E, como já era de se esperar, nos deu as mais chuvosas e cinzentas boas vindas.

Mudar. De casa, de país, de continente, de língua, de clima, de profissão.

Essa última, foi a maior das surpresas.

Esse ano me mostrou que meus dedinhos ágeis e inquietos podem ir além e criar mais que roteiros e campanhas… eles podem criar tortas, mousses, bolos, pães… e um mundo de coisas doces e bonitas.

Descobri que não preciso me crucificar e me subjulgar por trocar briefings e o laptop por farinha e batedeira. Posso usar minha critatividade em outras atividades que não exijam que eu exiba meu diploma de graduação.

E o melhor, posso ser feliz fazendo isso.

No fim, uma parte da vida da agência ainda está lá… a começar pelos clientes. Ah, sim, sempre eles… clientes exigentes, clientes confusos, clientes que não sabem bem da onde estão vindo ou pra onde estão indo.

Dias tranquilos. Outros tantos busy, busy, busy. Com hora para entrar, mas sem para sair.

Correria. Pressão. A exigência de servir 500 com a mesma qualidade de quando estamos servindo 15.

Trabalho em equipe.

Feedbacks.

E bora recomeçar tudo de novo.

Recomeçar tudo de novo.

Sou uma pessoa de recomeços. E, mudar de profissão, em outro país, em outra língua, foi uma das surpresas boas de 2014.

Foi um ano muito introspectivo também.

Foi um tal de “cuidar de mim”, “cuidar do meu relacionamento”, “pensar na minha vida”.

Aproveitando o fato da família e amigo estarem longe, me dei essa oportunidade de olhar pra dentro.

Claro, como consequência, isso fez com que em 2014 a Aninha estivesse bem ausente.

Coisa que quero mudar para 2015.

Consegui manter bons hábitos que adquiri em 2013. E o fato de trabalhar entre doces e gordices o dia todo e não ter reengordado o que emagreci em 2013, me deixou muito orgulhosa.

E lá vamos nós de novo colocar no planejamento de ano novo: entrar (e usar) na academia.

Também quero ter mais amigos ao meu redor. Já que os velhos não couberam dentro da mala pra vir pra Europa, (mas continuam morando no coração e nas redes sociais, pra sempre). O jeito é fazer amigos novos, juntar com os véios e fazer um super balaio de muitos amigos!

Também quero dançar mais.

E viajar mais também. Ah, sempre, mais e mais

E continuar amando e sendo amada! Ah, essa parte é ótima!

E continuar sonhando. E inventar ousadia e coragem para transformar os sonhos grandes em realidade.

E lá vamos nós!

2015 já chegou chegando.

Nem me deu tempo de fazer uma retrospectiva enquanto ainda era 2014.

Então, bora correr pra não perder esse trem bala chamado 2015.

Adoro ano novo.

Amo este momento de fazer um balanço, pensar no ano que passou, ticar o que realizou, recolocar no planejamento do próximo ano aquilo que não deu tempo-jeito-grana-momento-oportunidade de realizar.

Por mais piegas e subjetivo que seja, é bom sentir esse mundo de possibilidades se reabrindo. Parece que diz: “Pronto, zerei o cronometro. Vai lá e tenta de novo. Vai lá e arrasa!”

E eu vou.

Eu sempre vou.

Feliz ano novo para todos!

Muita paz, muito amor, muita alegria e motivos para sorrir. Muita simplicidade (afinal, pra que complicar, né?). Que você sinta muita vontade de fazer o bem sem olhar a quem e um desejo enorme de ser uma pessoa melhor a cada dia. Todos os dias.

#alguemnaomesegure

#feliz2015

#querovertodomundoqueeuamofeliz

#queroamartodomundo

#behappy

Despedidas e recomeços

Dia 16/10

Exatamente 1 ano que aterrissei nessa terra verdinha, molhada e friorenta.
Aqui fui recepcionada com muito calor humano. Não so do povo local, mas dos milhares de imigrantes, turistas, estudantes etc. Dos mais diferentes lugares do mundo, entre eles – eh claro – muitos brasileiros!
Que ano incrível !
Cresci, aprendi, amadureci, briguei, cedi!
Foi um ano difícil, que ninguém tenha duvidas disso! Muito tudo!!!
Muito trabalho, muitas viagens, muitos amigos, muitas cervejas, muita roupa pra lavar, muita comida pra fazer e um idioma novo pra aprender!
Estou orgulhosa de mim!
Meu inglês nem de longe esta o que eu sonho, mas isso significa que quero melhorar cada vez mais!
Estava pensando: “eh, não ta bom, mas trabalhei em inglês, fiz amigos em inglês e consigo manter esses relacionamentos todos em inglês. Não ta tão mal…”
Um ano.
Dia de fazer malas, dia de despedida com os amigos, dia de fechar um ciclo!
Fechar um ciclo pra começar outro.
Hoje estou indo pro aeroporto. Mas minha malinha Ryanair com certeza não esta indo pro Brasil!
Hoje eh dia de virar turista!
Embarco hoje pra Londres e na seqüência teremos Budapeste e Amsterdã.
Mas o melhor ainda esta por vir…
Daqui duas semanas vou pra Itália! Realizar um antigo sonho de aprender um pouquinho de italiano, viajar e também para pensar novos projetos, ter novas idéias, ver novos horizontes, construir novos  novos sonhos!
E depois voltar!
Brasil, família, amigos!
Tem muita gente aqui que fica apavorada com a idéia de voltar.
Eu não. Sei que eu mudei, isso eh fato. Mas tudo mudou!
Um ano passou e não foi so pra mim!
Você percebe que a  vida das pessoas continuaram sem você e isso eh maravilhoso e assustador!
Dezenas ou centenas de novidades não me aguardaram chegar…
Esse eh o caminho natural da vida.
Uma das minhas maiores alegrias eh saber que dei bons exemplos para as pessoas ao meu redor. E isso não eh falta de modéstia não…
Eh bom sentir que sou referencia para algumas pessoas como aquela que não se acomodou… Sonhadora, desbravadora, batalhadora são alguns adjetivos que ouço e me emocionam!
Estou feliz!
Sou feliz!
Não tenho preguiça de começar e recomeçar na vida quantas vezes forem necessárias! Ao contrário, eh isso que me move e me motiva!
Obrigada a cada um que fez parte deste ano incrível!
Obrigada a todos que torceram, mesmo de longe, mesmo sem nunca ter me visto. Quem lê isso aqui conhece um pedacinho dessa doidinha… Rsrsrsrs
E isso não eh um adeus!
Na nani na não !
Em breve terei tempo para atualizar tudo o que aconteceu neste período que meus leitores ficaram perdidos, chorando loucamente, sem notícias!
Bora lá checar o portão de embarque!
#alguemmesegure

Nada com coisa nenhuma

É tanta coisa que acontece que quando começo a voltar no tempo pra lembrar tudo e contar pra vocês, tenho até vertigem.

O problema é que escrevo demais. Estou pensando em fazer um blog estilo twitter: 144 toques por assunto e não se fala mais nisso. Rsrsrs…

Quem me dera! Sou a rainha da enrolação. Por exemplo, agora: já escrevi 3 parágrafos pra falar nadinha de nada. Blé!

Vou começar pelas histórias que prometi no último post. É, a verdade é que estava esperando uma chuva de comentários pedindo, implorando um novo post. “Aninha, cadê você?” “Nós te amamos!” “Nunca vou te abandonar!” Mas aí percebi que não é “um bando de loucos” que acompanha meu blog e resolvi criar vergonha na cara e escrever para meus respeitáveis 3 leitores. Na verdade, dá até uma sensação melhor pensar que são 3 pessoas que lêem essas baboseiras. A responsabilidade é menor. Se bem que cada leitor é único e especial. Eu comecei a escrever isso com a ideia: se ajudar uma pessoa que seja, eu já estou feliz. Então borá lá.