Pode ser sorte, pode ser azar… Parte VII

Ta tudo muito bom, ta tudo muito bem.
Já comentei sobre o tamanho da minha preguiça para procurar emprego uma vez mais. O que não contei foi que a essa altura já era inicio de Julho. Isso significava que em três meses meu visto acabaria.
Era hora de tomar decisões.
As perguntas eram inacabáveis:
Renovar? Não renovar? Esquecer esse papo operário de trabalhar, ir viajar agora e voltar pra casa? Se renovar, vou ter dinheiro pra pagar curso, visto, ir visitar minha família no Brasil e comprar outra passagem de ida e volta? O que fazer mais um ano em Dublin? Vale a pena? Teria tempo pra estudar de verdade? O que fazer?????!!!!!
Meus miolos fritavam. Não conseguia pensar em outra coisa.
Sai uma ou duas vezes pra entregar currículo. Mas não encontrei nada tão interessante, pra voltar, almejar, pentelhar e conseguir.
Ninguém me ligou. Ficamos por isso mesmo. Só na amizade.
Ate que, depois de ver uma das flatmates da minha ex-casa, chorando de raiva do emprego e do chefe, perguntei se podia levar um currículo lá. Sadoquismo é para os fracos!
Ela foi super fofa e me explicou tudo. Ela trabalhava na praça de alimentação do aeroporto de Dublin. Trabalhavam vários brasileiros lá. Pra variar, né?
O trabalho dela consistia, basicamente, em recolher pratos, passar um pano nas mesas, quando o carrinho estivesse cheio de louças, levar para a cozinha, descarregar tudo para os kitchenporter e voltar para fazer tudo de novo. Existiam algumas posições rotativas. Por exemplo, ficar no café ou no caixa. Trabalhava – em geral – cinco dias por semana, 39 horas. Ela disse que o gerente era um louco que vivia chantageando, humilhando e demitindo as pessoas sem razões aparente. Que ele tinha demitido alguém alguns dias atrás e que ela pensava que não estava precisando de staff. Mas como ele era doido, não custava nada eu ir lá entregar um CV. Sadoquismo é para os fracos, a missão.
A primeira coisa que pensei: “Ao menos não é Deli. Bora lá!”
Fui sem muitas expectativas e entreguei o CV para o irlandês carecão doido. Pra variar, com minha sorte, no dia seguinte ele me ligou. No outro dia fizemos uma entrevista de 3 minutos. E adivinhem? Ele tinha uma posição de Deli pra mim! Uhuuuuuuuuuu!!! Só que ao contrário. Buá!
O’briens. Uma rede bem famosa de sanduíches e cafés em Dublin. Dia do teste. A equipe era formada por um brasileiro (o bendito fruto) e uma brasileira, duas polonesas, uma eslovaca e uma estoniana. Uma polaca e a estoniana eram as “gerentes”. Um lugar pequenino. Mas a cozinha era interligada e a mesma para toda a praça de alimentação. Trabalhávamos todos para a mesma empresa. Tudo limpo, organizado, HACCP, fiscalização regular. Outro mundo do que eu estava acostumada. Minha missão era decorar um menu gigante que ficava atrás de mim, na parede e fazer os sanduíches o mais rápido possível. Hora do lunch time. Um busy, uma fila que não tinha mais fim. Tinha chegado às 8 da manhã e pensei: “Deve que são umas três horinhas de teste”. Fiquei lá até às 16h. Sempre vá preparado pra tudo, quando se trata de um teste em restaurante em Dublin.
No fim do dia, a supervisora perguntou como eu me sentia. Foi no mural da escala e preencheu meus próximos dias. Estava em fase de “teste-treinamento”, mas pelo jeito, tinha um emprego.
No dia seguinte, pressão! Rápido, rápido, rápido. Você precisa trabalhar mais rápido! E uma das gerentes teve a ousadia de me dizer: “Não é o seu primeiro dia, preciso ver sua evolução!” Era o meu segundo dia!!!
O pior, era a Eslováquia girl, era o tempo todo me corrigia. Alguém me ensinava alguma coisa de um jeito e quando estava fazendo, ela aparecia pra dizer que era de outro jeito. Falava na frente do cliente e me deixava morrendo de vergonha. Depois, claro que fiz amizade com a brasileira, e descobri que ela era nova. Tinha umas três semanas que estava lá e já tinha sido ameaçada de ser mandada embora pelo mau serviço. Coitada.
O Summer time tinha acabado de começar. Quer dizer, em algum lugar do mundo já era verão. Não na Irlanda. Ou seja, todo mundo estava indo viajar pra algum lugar quente. Aeroporto abarrotado. Eu era supostamente o reforço para a alta temporada.
Os dias foram se passando, eu fui pegando o jeito da coisa, mas não gostava daquele lugar. Em geral, as pessoas trabalhavam lá infelizes. Todo mundo me perguntava: “Ah, você é nova?” “Sim.” “Tá gostando?” “To conhecendo e você, gosta de trabalhar aqui?” “Odeio esse lugar. Mas preciso pagar minhas contas!” Era a resposta mais comum que recebia.
Até o perfil de brasileiros que trabalhava lá era diferente. Geralmente gente que já estava há mais de um ano em Dublin. Um povo que realmente morava em Dublin. Muitos com namorado (a) ou esposo(a) que também morava em Dublin. Um perfil de imigrante. Pessoas que não viajavam muito. Viviam para pagar as contas, renovar visto, visitar a família no Brasil e voltar. Nunca frequentavam a escola. Tinham um inglês de rua. E eram totalmente submissos ao empregador com suas escalas, mudanças de horários, cortes de horas etc.
Comecei a pensar seriamente e vi que se quisesse renovar meu visto, entraria nessa vida. Não teria condições de dar-me ao luxo de viajar pela Europa, ir pro Brasil, comprar outra passagem, pagar escola, visto etc. Fora que estava apenas começando naquele trabalho, só Deus sabia quando poderia ter férias, ainda mais com tempo suficiente pra ir pro Brasil.
Quanto mais fazia contas, mais via que a vida de imigrante estava cada querendo bater à minha porta. Uma das soluções seria renovar o visto, continuar trabalhando fazendo sanduíches, não frequentar as aulas, perder minha passagem para o Brasil (coisa que muita gente fazia), e quando o gerente falasse que eu podia tirar férias (com menos de uma semana de antecedência) eu poderia ver se era possível viajar pra algum lugar.
Definitivamente, não era isso que eu queria. Não era isso que eu tinha sonhado e planejado para meu intercâmbio. Com menos de 20 dias que estava trabalhando lá, depois de uma crise de pânico e de choro, decidi que não renovaria meu visto. Meus dias de O’briens tinha data exata para acabar: 15 de Outubro. Fim do meu visto. Fim da minha permissão para trabalhar. Não renovaria meu visto.
Sentia-me aliviada por finalmente ter tomado uma decisão. Decidir, definitivamente dói! Como sabia do caráter provisório, comecei até a me divertir com as situações no O’briens. Com uma semana que estava trabalhando, o gerentão me colocou pra fechar todos os dias.
Esse era o terror de todo staff. O pior horário. O trabalho mais pesado. E quem ficava comigo todo dia até antes de fechar? Justamente a Eslováquia girl! Quando cheguei era ela que estava fechando. E desde o primeiro dia, ela ensinou-me como ajudá-la e o que tinha que ser feito para “fechar” o lugar. Eu não parava um minuto. Limpando, atendendo, no caixa, trocando bowls¸repondo as comidas. Tudo. Mas é claro que a situação mudou quando ela sabia que não precisava mais fechar. Que não era responsabilidade dela como a gerente ia encontrar as coisas no dia seguinte. Não seria ela que teria que ficar até uma hora a mais do horário para terminar tudo.
Depois que as gerentinhas iam embora, ela mudava de atitude. Antes, prestativa, rápida, sempre procurando algo pra fazer. Depois das 15h ela simplesmente encostava-se no balcão e esperava aparecer um cliente para ela atender. Se estava muito parado, ela tinha a cara de pau de “ir ao banheiro” e voltar depois de 15 minutos. Eu me irritava, mas até ria da situação. Uma fdp descarada. Mas o que eu podia fazer? Era a novata. Tinha obrigação de ficar calada.
Porem, a brasileira que trabalhava com a gente, e via a situação, ficava revoltada. Comprou a briga pra ela e declarou uma guerra silenciosa conta a Eslováquia girl, ou “Alemoa do pavão”, como ela carinhosamente apelidou a loirinha.
Tudo estava indo nesse ritmo, no primeiro dia que fechei a gerente polaca me elogiou muito. Disse que o restaurante estava brilhando pra ela abrir. Pela primeira vez fiquei feliz naquele lugar. Sou movida a elogios. Ao menos, me sentia fazendo algo útil. E por mais que ficasse depois do horário, ao menos não precisava acordar tão cedo e ficava uma hora sem atender cliente.
Ah, querida, mas a “Alemoa do pavão” estava totalmente decidida a acabar com minha tão disciplinada paciência. Quando a gerente não encontrava as coisas tão perfeitas, costumava perguntar como tinha sido o dia anterior pra pessoa que ficou com quem fecha. Pra saber se tinha sido muito busy , não tinha tido tempo de fazer todas as coisas. E a bonitinha geralmente respondia que “não, não muito busy”. Sendo que quando ela ia embora eu estava no meio de um campo de guerra. Depois ela passou a checar as coisas quando chegava cedo. Acho que ela ficou tão brava que a polaca tinha me elogiado, que ela começou a procurar sujeiras, e coisas pra apontar cada canto com farelo de pão. A gota d’água foi o forno.
O forno era um caso a parte. Eram dois fornos. Serviam para tostar sanduíches e esquentar bagels. Depois do lunch time, desligávamos um forno, esperávamos esfriar, limpávamos, religávamos, desligávamos o outro pra limpar. O objetivo era deixar tudo limpo antes de fechar. Ao menos era uma coisa a menos pra fazer. Geralmente, quem estava com a pessoa que fechava se oferecia pra limpar ao menos um dos fornos. Afinal, quem fecha, tem 9789979 coisas pra limpar. É claro que a “Alemoa” não. Depois que eu comecei a fechar, ela nunca mais limpou um forno. Pois bem. Eu não ligava de limpar. Usávamos um produto corrosivo, era necessário usar uma luvona grossa até o cotovelo, mas o problema é que não tínhamos máscara e o cheiro era extremamente forte. O produto que usávamos acabou e no lugar veio outro que deixava o forno um pouco o opaco. E por mais que você enxaguasse, ele manchava quando o forno era religado. A boazinha, começou a chegar pela manhã e abrir o forno pra mostrar as manchas no forno. Querendo dizer que estava fazendo um serviço mal feito.
Aí me irritei! A cretina não ajuda e ainda quer te f*%&# de qualquer jeito! A brasileira ficou tão nervosa que até tremia. Revoltada de verdade. Senti que precisava fazer algo, nem que fosse mais por ela do que por mim. Esperei um dia perfeito. A última gerente iria embora às 15h, ela iria às 16h e a brasileira ficaria comigo nesse dia até fechar. Quando era quase dez pras 16h, não tinha cliente e era a hora da conversa.
Chamei a branquela na xinxa! Perguntei o que estava acontecendo e por que ela tinha feito aquilo. Peguei as luvas e disse: “Se você é tão perfeccionista, eu não vejo nenhum problema em você colocar as luvas e limpar o forno todo dia!” A bicha ficou pálida e disse que não era nada daquilo, que só mostrou e comentou: “Tá vendo? Quando eu fechava também acontecia isso!” Ah, vá! Falei que não tinha nada contra ela. Mas se, além de não me ajudar, ela estava tentando me prejudicar, eu não teria nenhum problema de fazer algumas reclamações sobre sua postura.
O povo da cozinha escutou a discussão e ganhei até um pouquinho de moral. Eita Ana briquenta, viu! Mas esse povo pede, hein, jisuis!
Depois disso, ela ficou alguns dias sem falar comigo. Depois teve um dia que foi lá, pegou as luvas e limpou o forno. Depois voltou na mesma preguiça. No fim, ela era só folgada. Mas eu conseguia até que trabalhar bem com ela. Bem nas minhas últimas semanas, a gerente estava achando a postura dela muito desleixada e suja e pediu para o gerente colocar ela pra fechar, pra ver se ela ficava mais esperta. Pra mim dava na mesma, já tinha pegado o jeito da coisa. Mas ela detestava fechar. A brasileira achava que justiça tinha sido feita. Tá bom então.
O verão foi acabando e o movimento também. Aos poucos, o gerente foi cortando horas. Em geral e acentuadamente, as minhas e do brasileiro. Primeiro uma hora por dia, depois um dia inteiro. De 39 horas, estava fazendo agora 28. E ele poderia fazer o que ele quisesse, quando quisesse e do jeito que quisesse.
Faltava pouco, o jeito era aguentar. Estava contando com aquele dinheiro. 44 horas a menos no mês fazia diferença, com certeza. Mas durante o verão tinha trabalhado até 6 dias por semana, 47 horas por semana. Tinha ficado totalmente exausta, mas ao menos compensaria um pouco.
Era hora de planejar o que faria. Como voltei para o Brasil em janeiro, tinha uma passagem que valia até o próximo janeiro. Podia trabalhar até meu visto acabar e depois viajar como turista. Na hora de decidir os lugares pra ir, tive que colocar na balança: “finanças + onde não posso deixar de ir + o que quero mesmo ver!”
Por exemplo, a minha sonhada viagem pra a Grécia ficou para uma próxima vez.
Londres era o vizinho que não dava pra deixar de conhecer.
Amsterdam com tulipas, Van Gogh e Anne Frank era o lugar com o qual sonhava desde sempre.
E pra seguir uma dica certeira e não ficar só na Europa tradicional, Budapeste pra fechar.
Parece que estava faltando alguma coisa? E a tal da Itália, dona Ana?
Ah, a Itália era um caso a parte. Sonhava com a Itália. Desde o início do meu intercâmbio, cogitava fazer uma viagem grande pela Itália. Até pesquisei alguns campos de voluntariado para ficar um tempinho.
E como quando a gente se move o mundo se move, surgiu uma oportunidade muito mais incrível de tirar umas “feriazinhas” na Itália.
Tudo decidido. Passagens compradas. Roteiro pronto. So faltava pedir as contas. Pensei seriamente em avisar nos 45 do segundo tempo, os gerentes daquele lugar eram realmente imprevisiveis. Nao podia me dar ao luxo de correr o risco de avisar com duas semanas de antecedencia e ele simplesmente dizer: “Ok. Nao precisa mais vir.” Bastava ele aumentar as horas dos outros staffs.
Mas no fim nao achei justo. Tinha recebido uma oportunidade, os meus colegas de trabalho deviam organizar-se. Avisei com um pouco mais de uma semana de antecedencia. Justificativa era mais que honesta: meu visto iria expirar, nao tinha intencao de renovar e nao teria mais permissao pra trabalhar. Agradeceram os servicos prestados e deixaram eu trabalhar ate o ultimo dia.
Todo mundo feliz. Quer dizer, quase todo mundo. O chefao-irlandes-carecao nao me falou uma palavra. No dia que ficou sabendo da minha demissao e teve que alterar a escala para proxima semana, apenas apareceu no balcao do O’briens. Fez questao de conversar com a estoniana, olhou pra mim e me mostrou os punhos com cara de poucos amigos. O que pensei: “Que profissionalismo!” E sorri. É o melhor que sei fazer na vida.
Se ele ofecereu o que tem: agressividade. Eu ofereco o que tenho: meu sorriso e cara de pau. 😀
O que posso dizer seguramente é que a experiencia no O’briens foi importante pra mim. Principalmente em relacao ao ingles. La tive que praticar ingles na marra. Trabalhava majoritariamente com estrangeiros, entao tinha que me virar. Além disso, atendi pessoas até por mimica. Centenas e centenas de turistas. Cada um com seu sotaque, jeito de pedir as coisas. O maravilhoso sotaque irlandes que me dava vertigens no comeco e depois nao me intimidava pra pedir pra repetir, apontar, falar de outro modo. É dificil, gente!
E tinham os que nao falavam ingles e ponto final. As meninas eram mais malvadinhas e nao faziam questao de ajudar. Eu tentava. Usava meu “vasto” conhecimento em espanhol aprendido no tempo de Pablo Picante. Arriscava umas palavrinhas em italiano, pela convivencia de amigos. O povo tinha fome! Achava maldade nem tentar ajudar. Fiz inumeros sanduiches so por mimica. E às vezes quando ajudava um em espanhol, por exemplo, ele voltava com uma turma de amigos. Falava: “Pede para aquela, ela fala espanhol!” As outras meninas ficavam de bracos cruzados e riam pensando: “Ta vendo? Se f&%$#!”
Mas teve uma certa espanhola de idade um tanto avancada, que um dia perdeu a oportunidade de saborear um delicioso sanduiche preparado por essa bloqueira porreta. Ela chegou, olhou a vitrine – era pos lunch time, estava tudo bem tranquilo – e gritou como se eu fosse surda: “Jamon y queso!”. Sem “bom dia, boa tarde, boa noite” e muito menos algo do tipo “por favor”. Em qualquer lingua que seja! Uma coisa que aprendi é que voce nao precisa necessariamente aprender uma outra lingua. Tente ao menos ser educado na sua! A entonacao e sentimento que voce coloca na sua voz, pode ser entendida independentemente do idioma. Eu soltei um automatico: “Sorry?” E ela gritou ainda mais alto e mais mal educada: “JAMON Y QUESO!” A resposta final foi: “Sorry, I don’t speak your language” E ela saiu achando um desaforo e resmungando. Ficou sem o misto quente, fia! Por favor, caros, sejam educados em qualquer idioma. Thanks! Grazie! Gracias! Obrigada!
Tinhas conversas ilarias com a brasileira que tornou-se minha amiga. Ela me xingava, me apelidou pejorativamente de “Curica”, pois é uma noveleira inveterada. E ainda ensinou as meninas da Polonia, Eslovaquia e Estonia como pronunciar pra me chamar assim também. Trocavamos confidencias em portugues, com um monte de gente envolta sem entender. Ela até gastou uma sessao com o terapeuta pra falar de mim quando disse que ia embora. Senti-me importante, sua galis! Hihi… deixou saudades e boas lembrancas! Desejo tudo de melhor pra ela. E para tantos outros brasileiros (e nao brasileiros tambem) batalhadores que conheci la no Wrights Food Hall.
È, foram sete partes dessa saga trabalhistica. Posts imensos. E nao é pra menos. Dos doze meses que morei em Dublin, trabalhei mais de nove. Foi o que mais fez parte do meu dia a dia. Era onde eu estava a maior parte do tempo. Mas foi bom. Diverti-me. Irritei-me. Aprendi. Aprendi muito. Nao posso dizer que sinto saudades daquela vida. No final sentia que meu cerebro estava diminuindo a cada dia. Trabalho de muito esfoco fisico e nenhum esforco ou desafio mental. Um dos motivos pra eu nao conseguir ver-me fazendo isso por mais um ano. Mas foi uma fase. Uma boa fase. Uma fase que dificilmente esquecerei. A nao ser que sofra um acidente da aviao, va parar numa ilha deserta e nao me lembre nem do meu nome. Nesse caso, sim. Esquecerei. Ué, nunca se sabe, genthem!
Ufa, missao cumprida! Nao, nao dos trabalhos. Do blog.
Agora podemos mudar de assunto, finalmente! Uhuuuuuu!!!!
Sugestoes?
#alguemmedaumaideia

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2 comentários em “Pode ser sorte, pode ser azar… Parte VII

  1. Alvaro Jr. disse:

    Você é demais haha, só me faz aumentar a vontade de ir para Dublin.. Gostaria muito de trocar algumas palavrinhas, curiosidades.. será que não poderia mata-las? Se não for incomodo, neste comentário vai estar salvo meu e-mail =)

    Thankssss

    • Olá, Alvaro. Pode mandar sua dúvida por aqui pelos comentários mesmo. Terei o maior prazer de responder, se puder. Com algum atraso (tipo dois meses hahahahah), mas responderei.

      Abraço
      Aninha

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