My little time in Brazil

Eu estou no aeroporto de Amsterdam. Yes. Não, eu não vim visitar a Holanda, viagem que pretendo fazer assim que possível.

Estou aqui mais uma vez para me justificar. Por que fiquei novamente um montão de tempo sem escrever… Sei o quanto é um saco acompanhar um blog que não posssui atualização frequente. Na verdade, a maioria acaba desistindo de “acompanhar” e acessa de vez em quando pra ver o que perdeu, ou se não perdeu nada…

Enfim, por isso acho importante justificar.

Estou em Amsterdam, e todos os acessos aos portões D estão fechados. Adivinha em qual portão a Aninha embarca? Murphy ataca again!

Mas o que afinal o que eu estou fazendo no aeroporto de Amsterdã, obviamente querendo chegar na minha casinha em Dublin? Estou voltando do Brasil.

O quê? Como assim? E o intercâmbio? E o curso? E seu emprego? E tudo?

Pois é… é uma loucura.

Fiz um “bate e volta” de duas semanas no Brasil. Foi o casamento da minha melhor amiga de infância, e como eu acredito que esse fato só aconteça uma vez na vida, não podia perder.

Mas é claro que se tratando da Aninha, tem uma história nisso tudo. Uma não, várias…

Em primeiro lugar, já sabia que voltaria ao Brasil para este evento desde que vim para Dublin. Como assim? E viajar pela Europa? Está nadando no dinheiro?

Não. Sou uma pessoa muito abençoada, querida e amada. Minha amiga marcou a data do casamento depois que eu já havia começado a planejar meu intercâmbio e fazia muita questão da minha presença. Ela chegou a cogitar só se casar depois que eu retornasse. Pense numa pessoa importante, hihi. Daí o noivo dela questionou quais seriam os motivos para eu não voltar  e como a passagem era o principal empecilho ($$$$$) ele ofereceu comprar a passagem para que eu pudesse ser madrinha da minha amiga! Pensa em que gesto de carinho TÃO grandioso. Mesmo sem ter ideia de como seria minha vida em Dublin, se estaria trabalhando ou não, se estaria adaptada ou não, se sei lá o que ou não, eu só pude dizer SIM! Se é para a felicidade geral do povo e o bem da nação, a Aninha volta!

Voltei! Para isso precisei sair lá do mexicano. Pois é… meio triste isso. Mas eu, a funcionária mais nova, com menos de 2 meses, quando falei que precisava ir pro Brasil, meu chefe não ficou lá muito contente… hehe.

Cheguei ao Brasil dia 29 de Janeiro, o casamento seria dia 5 de Fevereiro. Uma semana para resolver todas as coisas pré-casamento-da-melhor-amiga-que-eu-sou-madrinha. Foi uma loucura! Saí dos 5ºC com sensação térmica de 0ºC de Dublin, para os 32ºC com sensação térmica do inferno, em São Paulo! Levei o verão para os paulistas! E que calor! Juntando essa mudança brusca de temperatura, a correria, o trânsito de São Paulo, ficar o dia todo pegando ônibus – metrô – trem – chalana – etc. (coisa que eu ADORO) uma irritaçãozinha na garganta que estava sentindo quando cheguei em Madri, virou a pior infecção na garganta que tive em toda a minha vida! Na véspera do casamento no civil, eu comecei a sentir dores no corpo, nas juntas, uma moleza. Minha mãe disse que era TPCMA (Tensão Pré Casamento da Melhor Amiga), mas eu sabia que era algo mais. No dia seguinte madruguei pra ir pro cartório e já na casa da minha amiga, para o almoço de casamento, eu queria me enfiar debaixo das cobertas com um calor de derreter o crânio. Resultado: estava com febre. Neste dia ainda fomos ensaiar as entradas na chácara onde seria a festa no dia seguinte. Mas no fim do dia não teve jeito, acabei no pronto socorro (que agora é pronto atendimento) e o veredicto: infecção na garganta e na urina! Benzetacil, outra injeção e antibiótico.

No dia seguinte: o grande dia! O legal foi que acabei dormindo na casa da noiva (na prática, eu passei a noite de núpcias com ela, pois o casamento no civil foi naquele dia… hehe) e passei a manhã da noiva (pois o casamento foi 13h) com ela. Fui pro salão, acompanhei o cabelo e maquiagem, ela se vestindo, tão linda! E mais: fui no carro com ela! Isso é que eu chamo de amiga VIP! Hahaha

Ela estava tão linda! Sei que sou suspeita pra dizer isso, mas isso não é difícil para a Fernandinha, ela nasceu assim. Durante a festa acho que os remédios fizeram algum efeito e consegui me divertir bastante. Dizer que toda minha família foi, é complicado, pois minha família é grande que só… rsrsrs… mas a parte de casa foi: Mãe, Cris, Ju e Jonathan. E minha amiga Andrea, que também já é família. Ficamos juntos e foi um dia pra ficar na memória. Inclusive o calor de derreter asfalto também vai ficar na história. Ah, mas o que vai ficar na história mesmo é a linda da Fernandinha cantando e encantando todos da festa! Arrasou! Eita vozerão!

Na semana seguinte fiquei tomando antibiótico e tentando não me exceder para me recuperar. Ou seja: nada de breja nos botecos ou em qualquer lugar! E também não pude fazer tudo o que queria, pois cada vez que saía, voltava pra casa parecendo que um caminhão havia passado em cima de mim. Mas foi ótimo! Consegui ver e matar um cadim da saudade de muitos amigos, fui à Novacia, empresa que trabalhava até vim pra Dublin, e fui recebida com muito carinho por todos, o que foi muito legal, consegui almoçar com uma aqui, tomar um (dois, três, quatro, cinco) suco(s) com um aqui e outro ali, passar a tarde cantando no karaokê caseiro com outra acolá, passar um tempo com um primo mala acolá (hihi). Fiquei sem ver umas e outras piriguetes, que sabem bem quem são, mas todas estão no meu coração e sei que ninguém podia mudar a rotina ou os compromissos por causa da doida que chegou do nada e pra melhorar ainda ficou doente!

Ah, e pra melhorar, enquanto estive no Brasil foi aniversário da minha mãe, do meu pai e da minha irmã! Muito bom! Não teve festa (da Cris teve, mas não consegui ir) e eu estava moribunda, mas só de estar perto e poder dar um abraço, foi muito bom!

E mais, na sexta feira já estava melhorzinha e fui tomar sol na laje do SESC pinheiros! Estava um mormaço, mas peguei uma corzinha. Nova saga: “A volta para a friaca da Europa com a cor do pecado brasileiro”. Hehe 😉

Pra melhorar, ainda consegui finalizar um projeto de roteiro de curta metragem com um parceiro roteirista, com direito a registro na biblioteca nacional e inscrição em edital do MINC. Coisa que estava totalmente fora dos planos, mas os prazos coincidiram perfeitamente e não havia como não aproveitar a oportunidade. Mas detalhes sobre isso, eu conto – ou não – em outro episódio.

Eu tenho umas chatices sobre falar dos meus planos. Sei lá, não gosto de falar sobre coisas que não estão 100% certas. E não é nem só isso, prefiro falar de fatos do que de planos. Essa história de ir ao Brasil mesmo, poderia ter comentado antes, mas preferi esperar acontecer pra falar. Mas vou quebrar essa regra (que não é regra nenhuma) e dizer que hoje chego em Dublin e dia 16 embarco para Portugal! Passarei o carnaval na terrinha de nossos patrícios! Estou animada com essa viagem. Sabia que estaria desempregada mesmo, então resolvi dar uma viajadinha antes de voltar para a busca de subempregos. Não irei somente para Portugal, mas vou fazer um suspense, vai que você, meu leitor revoltado com essa preguiçosa blogueira, volte a xeretar por aqui nos próximos dias para conferir o restante do itinerário.  

Pode voltar!

Aguarde e confie!

 

Alguém me segure!

 

PS: escrevi o post em Amsterdã, mas postei de casa, em Dublin. Fiquei OITO horas em Amsterdã pra conseguir outro vôo. Uma parte do aeroporto foi interditada por suspeita de bomba. Pense numa pessoa cansada! Mas tinha que postar antes de dormir. Então, pra variar, não está revisado… rsrsrs… Sorry!

 

 

 

 

 

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6 comentários em “My little time in Brazil

  1. André Luiz de Oliveira disse:

    Grande Aventura senhorita….

  2. Karina Miguel disse:

    É uma pessoa que gosta de passar 8 horas no aeroporto viu. Madri, Amsterdan, qual será o próximo hehe. Bem vinda de volta e boa viagem, que pressa 😉

  3. Fernanda disse:

    Eitaa que saga hein!?rsrs

    Bom carnaval pra vc na terrinha dos meus parentes..hahaha
    E olha, eu realmente estava aguardando novos posts… 🙂

    • Olá, Fernanda!
      Viu só?
      O carnaval foi ótimo! Portugal é sensacional!
      Você já conhece?
      Que bom que estava aguardando um post… ao menos sobrou uma seguidora… rsrsrs…
      Quer dizer, duas… você e minha irmazinha… mas acho que ela já está quase desistindo também… hahahahah… brincadeirinha…

      Grande abraço

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