Usar as coisas e amar as pessoas?

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Ame as pessoas, use as coisas e não o contrário.

Já escutei essa afirmação várias vezes. É bonita. Faz sentido. Até a página dois.

Vivemos em uma sociedade de consumo. Em que as pessoas – em geral – estão esquecendo o valor das pessoas, das relações sociais, dos laços afetivos. E dando cada vez mais valor às coisas, ao status, às posses materiais.

Então faz todo o sentido dizer para usar as coisas e amar as pessoas e não o contrário.

Mas tem um outro conceito que gosto mais. Diz: “Não estou vivo, sou vivificado”

Várias vezes que estive perdida, confusa, sentindo que não tinha nada, nem ninguém, pensava na profundidade desse conceito. E parava para olhar tudo ao meu redor. Sim, as coisas materiais. Se estava deitada chorando na minha cama, pensava: “Estou numa cama, em cima de um colchão, tem ao menos duas camadas de lençóis, um travesseiro, uma fronha, as paredes em volta de mim, as roupas que estou vestindo, a comida que está na minha barriga neste momento, toda a mobília que está neste comodo. Em última análise, não estou sozinha.”

Quanto trabalho e quanto amor e centenas de pessoas não foram necessários apenas para que você acordasse hoje e encontrasse tudo o que você tem a sua volta e ao seu dispor?

Quando tratamos as coisas, simplesmente como coisas elas são frias, não inspiram sentimentos, são descartáveis, podem ser substituídas a qualquer instante.

Parece fazer sentido. Mas acho que faz muito sentido a indústria do consumo, que te faz “materialista”, no sentido de precisar de muitas coisas para viver, mas ao mesmo tempo “desapegado”, no sentido de conseguir descartar as coisas com uma facilidade imensa. Para comprar o próximo lançamento, a última têndencia, o que está na moda hoje.. que não será o mesmo de ontem, nem de amanhã… provavelmente o mesmo de 20 anos atrás, mas você nunca saberá, pois já se livrou de tudo das tendências passadas.

Já quando passamos a ver tudo o que nos cerca como a manifestação do trabalho e do amor de todas as pessoas, como recursos naturais que foram usados para te manter vivo, alimentado, protegido… nossa visão muda. Vemos que mesmo através das coisas, podemos amar as pessoas. Que talvez devêssemos cuidar mais de nossas coisas, com amor, como um gesto de amor extendido a quem arou a terra, para plantar o algodão, quem colheu, quem o transformou, quem teve a ideia do business, quem fez o designer, quem produziu, quem te vendeu… para você usar algumas vezes e pensar: “Acho que já deu, próximo!”

Sem contar em toda a água, degradação do solo, químicas e pestecidas usadas, a poluição de produzir e transportar para fazer com que aquele produto chegue até você.

Pra terminar, uma historinha. Sobre a xicarazinha que ilustra este post. Ela pertencia ao avô do meu namorado. Na Itália. Não sei quantas décadas atrás. Gaetano ama tomar café. Seu espresso. Curto. E as xícaras grandes não servem. Talvez a gente poderia ter encontrado xicarazinhas modernas e cool em alguma loja. Mas da última vez que ele foi pra sua cidade natal, ele passou na casa do avô e trouxe três xicarazinhas de lá.

Eu não conheci nono Michelle. Mas sinto-me afeiçoada à ele. Tantas histórias já escutei. E pesa o fato de toda a família dizer que ele iria gostar de mim. A brasileira. Ou seja, era gente boa.

Agora, eu que nem tomo café regularmente, tenho esse exemplo de amor vivificado todos os dias. Cada vez que lavo a xicarazinha, tomo o maior cuidado do mundo. Imagino as gerações que já tomaram café ali. Essa xicarazinha já viu mundos que eu nunca vi. Essa xicarazinha conheceu pessoas que eu adoraria conhecer. Essa xicarazinha é motivo de sorrisos nostálgicos e histórias do tempo da guerra, vida no campo, nevascas severas e orgulho da geração passada.

Eu não quero usar essa xicarazinha.

Eu amo essa xicarazinha, sua história e o que ela representa em nossas vidas.

Documentário muito interessante sobre moda: The true cost

 

 

 

 

 

Em terra de bom ladrao: vão-se os dedos, ficam os anéis

medico palhaco

Assim como um bom poeta tem mais inspiração quando está sofrendo por amor do que quando está feliz, uma boa contadora de história, tem mais o que contar quando acontece uma tragédia do que quando tudo está tranquilo.

Então… oia eu aqui outra vez.

Enquanto escrevo essas linhas mal traçadas, meu super dedinho passeia flutuante sobre o teclado… sem poder digitar nenhuma teclinha.

O que foi dessa vez, ne genthem?

Estava Aninha pastry chef, cansadinha e estressadinha, se forçando para terminar um dezembro mega punk, trabalhando uma média de 14 horas por dia, literalmente, sambando o samba do criolo doido dentro daquela cozinha, servindo sobremesa pra 800 bonitos por dia…

A galera toda no limite do cansaço, misturado com stress e aquela sensação de “puta merda… isso vai acabar ou não?”

Sexta feira, o restaurante ficaria aberto até a próxima quarta, mas – teoricamente – era o penultimo dia movimentado do ano. Em cada canto ecoava o mantra “mais dois dias, mais dois dias”.

O almoço já tinha ido. 300 e alguma coisa… preparação… correria… tudo ficando pronto para o round 2 do dia…

Tirei um break, voltei – mais cansada e lesada do que tinha ido, porque quando o corpo esfria o bicho pega – continuei fazendo minhas preparações… arrumando tudo pro boom que aconteceria entre 20:30 e 23h… Quando foi umas 20:10 meu chefe volta de uma pausa cigarro e eu saio da cozinha pra ir tomar uma arzinho também.

Sentei por cinco minutos… dai fu… as pernas pesadas, a cabeça cheia, os ombros que sentiam o peso do mundo. Levantei pra voltar com uma ideia na cabeça: “Vou vazar! Pra mim deu! Hoje eles dão conta. Se ficar hoje, não consigo amanhã estar aqui de novo às 10 da manhã…” E todos esses pensamentos kamikazes estavam bombardeando a minha cabeça. Só tinha um porém: “Como vou convencer meu chefe disso, sem causar um bico que vai da cozinha e bloqueia a saída?” PQP!

Pensei: “Vou fazer um pipis, aí penso em alguma coisa, digo e já vazo bem rápido. Antes que o caos comece e mudem de idea”

E lá fui eu como um raio para o banheiro.

Pois é, amiguinhos.

Se você chegou até aqui, devo te alertar: As próximas cenas serão a descrição de muita dor, sangue e confusão. Encha o estômago. Esvazie a bexiga. Tirem as crianças da sala. E cola na da Aninha.

Atravessei o longo corredor que liga a parte de fora, com a cozinha e a parte interna do restaurante. Entrei pelo pequeno corredor que liga o escritório aos banheiros e trocadores dos funcionários. Para chegar à essa última parte, existe uma porta pesada, dessas que você puxa e ela volta sozinha.

Pois bem, puxei. Na hora que abri, alguém estava saindo do banheiro. Então segurei a porta pelo outro lado, para dar licença para a pessoa sair. Na hora que fui soltar a porta, minha mão deslizou por ela… e meu dedinho foi caçar o que fazer no vão da quina. A porta é pesada… O peso fez a porta voltar…

Não está precisando ser gênio pra sacar que o cacete da porta fechou no meu dedinho!!!

AAAAAAAAAAIIIIIII, QUE DOR!

A única coisa que fiz, foi empurrar a porta de volta, para tirar o cotoco e com a visão do sangue, fui deslizando para o chão. E lá fiquei, pensando: “Que merda, que merda, que merda, que merda”

É, galera, não esperem que vai ter muitas palavras bonitinhas quando a pessoa tá encarando tipo a ponta do ossinho falando “Hello! I speak English as well. Finally we met. How are you doing?”

Tipo, se não consegue lidar com alguém pensando e escrevendo “Que merda, que merda”, bem… vá à… procurar uma coisinha mais soft pra ler… hehe

Voltando ao dedo pendurado… eu lá jogada na chon… daí passou alguém no corredor e viu essa musa lá jogada às traças e claro que se desesperou para saber o que tava pegando. O porquê de tanto sufrimento.

Eu só fiz um sinal com a mão não afetada e disse: “Go get some help!” Lá, mona jogada… cena deprimente.

Em menos de trinta segundos estava rodeada de gente me perguntando o que aconteceu.

A sorte é que minha melhor amiga e o Gaetano também trabalham lá. E logo eles chegaram. Francine saiu melhor enfermeira do que a encomenda. E Gaetano, expulsou todos os urubus de volta e ficou lá sofrendo comigo.

Bora pro hospital? Calma que a coisa não é tão simples assim.

Um dos supervisores chamou uma ambulância e nos explicou (ele é irish) que mesmo sendo uma noite super busy (última sexta feira pré natal, todo mundo bebe, fica doidão e muita gente vai parar no hospital) era melhor esperar pela ambulância. Regra irlandesa: se você chega de ambulância, corta a fila e vai para o médico, se você chega a pé… vai fazer cadastro, esperar triagem, ser classificado na lista das urgências…e, literalmente, se não tiver nenhum orgão sangrando pendurado para fora, a fila de espera é de no mínimo 8 horas. Já fomos pro hospital e desistimos no meio da espera algumas vezes.

Então, lá vai Aninha carregando o dedo na prancheta ficar quietinha no escritório esperando a bendita ambulância.

Depois de muita, muita espera … 2h30 para ser mais preciso… chegou a bonita. Paramedicos… eu vestida de chef com dedo esquichando sangue passando por dentro do restaurante… todo aquele auê… A paramedica pediu para ver meu dedo, que estava coberto com uma gazezinha ordinária e a cara que ela fez não foi das mais entusiasmadas.

Enquanto ela me amarrava no cinto de segurança, ela perguntou se eu já tinha visto o estado do meu dedo. Eu disse que ainda estava acordada porque não tinha dado essa olhadinha. Ela perguntou se tudo bem ela explicar qual era a situation. Eu pensei: “To sentada, amarrada no cinto, a caminho do hospital, se tem algum lugar que a merda pode acontecer, é aqui.. se eu chegar desacordada, deve que vou ser atendida mais rápido.” Manda bala! Pode falar que eu aguento!

“Bem, sua unha tá solta…” Ela começou… “E a ponta do seu dedo está AMPUTADA. Acho que não tem jeito de recuperar. NINGUÉM nos disse que era essa gravidade de acidente. Alguém ligou para a central e disse ‘Um de nossos chefs cortou o dedo’ até aí, um chef cortar o dedo é coisa do cotidiano. ‘Qual dedo?’ ‘O mindinho’ ‘O sangramento está sob controle?’ ‘Tá sussa’ ‘Então aguenta aí…’ Daí nós fomos pegar uns bebâdos na rua, que na nossa escala de urgência era mais importante. Levamos SEIS e depois viemos buscar você.”

Nessa hora minha coloração já tinha passado por todos os tons de amarelo e verde possíveis… e fiquei lá pendendo e chacoalhando como um manequim sem vida.

Chegamos ao hospital e a cada um minuto vinha um ganso olhar meu dedo, fazia uma cara de super entendido, misturado com sou-empatico-com-sua-dor-então-sei-o-que-estou-falando e dizia “Yeah. It’s gone”

E eu lá com uma cara tipo: “Ah, que legal! Obrigada por me informar”

Depois dessa torturinha fui pra próxima tela. Sim, porque aquilo tava parecendo joguinho do Mario Bross from hell. Vamos ver o quanto ela aguenta e se ganha o cogumelo que permite ela receber algum tipo de tratamento.

Acho que dei os soquinhos certos, porque finalmente fui agraciada com a visita de alguém que mais parecia uma médica. Que depois de uma boa olhada e algumas caras e bocas, disse que precisaria dar uma anestesia local no dedo, para poder limpá-lo e eu teria que fazer um raio X.

Depois de umas duas horas, conseguir passar dessa fase, e outro médico veio olhar o dedo para dar o parecer dele também.

Ele começou assim:

“Você é destra ou canhota?”

“Destra”

“Boa notícia!”

“Você usa sua mão para trabalhar?”

“Bom, sou confeiteira e escritora… então acho que sim”

“Você usa sua mão para praticar seus hobbies?”

Juro que fiquei tentando imaginar alguma atividade que não use as mãos… mas estava vendo que aquela conversa não estava indo por um caminho muito bom.

“Então… no pior dos cenários, você vai perder a ponta do seu dedo. Mas vamos lá. A ponta do dedinho não é lá essas coisas. A gente não usa muito. Você não vai nem perceber que ele não tá mais aí…” E continuou nessa linha de raciocínio por uns dois minutos até que eu o interrompesse.

“Olha, acho que eu entendi essa parte. Mas eu queria discutir a opção de manter o pedaço do meu dedo. Já convivi com ele por 29 anos e meio que desenvolvi uma relação de carinho com ele”

Juro que disse isso.

JURO JURADO!

Daí ele riu de nervoso e continuou:

“Ah, sim, claro. Estava falando do pior dos cenários. Mas a gente vai fazer de tudo para mante-lo”

E parou. Ficou CINCO MINUTOS falando o quanto eu não ia sentir falta do meu dedo. E fala uma frase sobre a genuina intenção de manter the fuck finger!

“So… TELL MORE ABOUT THAT!”

“Então… você VAI PRA CASA AGORA e AMANHÃ de manhã a cirurgiã plástica vai dar uma olhada no seu dedim”

E lá vai eu pra casa com o dedo pendurado… (eles fizeram um curativo xinfrim… mas pra que parar de dramar, né?)

Depois de três horas, lá vai a Ana voltar pro hospital.

A cirurgiã:

Bom… ela chegou atrasada. Não tinha roupa de médica. Foi tirar o curativo do dia anterior com uma tesourinha cega, sem apoir minha mão em lugar nenhum. E mesmo assim, tinha que garrá todas as minhas esperanças nela. Que outra opção eu tinha.

O parecer dela: “Vai ficar tudo bem” Começou ela com as palavras que soavam como música para meus ouvidos. “Seu dedo está meio amputado, sim. Mas ainda tem circulação na parte solta. O que é fundamental. A unha saiu inteira, então a gente vai tentar botar ela no lugar. A ponta do osso tá quebrada, mas é a pontinha. E desde que você não seja uma pandeirista profissional compulsiva, acho que você não vai querer ficar batendo a ponta do seu mindinho a torto e a direito. Eu vou costurar tudo no lugar e você vai arrasar!”

Uhuuuuuu!!! Dedinho is back! Pensei…

Bora arrasar e não vejo a hora de enfiar ele no c… de todo mundo que ficou “It’s gone… it’s gone” Sifu… foi o segundo pensamento…

Mas bora não colocar os carros na frente dos bois, nem dedo amputado no fiofó de ninguém…

A dotora disse que ia ali preparar a sala de cirurgia e já me chamava pra um chazinho e uns pontinhos.

Pois bem… o “já” se transformaram em OITO horas. E às quatro da tarde o centro cirúrgico estava pronto para receber essa presença brasileira, afro, latina, tropical, inesquecível.

Juntei meus panos de bunda, dedo pendurado e fui.

No centro cirúrgico era eu, a dotora e mais quatro assistentes. TODAS mulheres! Fiquei super orgulhosa e feliz… e mesmo dopada, fiz questão de falar o orgulho de estar entre monas poderosas.

Fiz a cirur… Durou uma horinha… eita horinha interminável quando você tá lá acordada… depois de mais de 24h de jejum + exausta por estar trabalhando 14h por dia + ter sofrido um acidente traumático + todo mundo falando que você vai perder um pedaço do seu dedo + ter dormindo por 3 horas + anéstesias que doem pra cacete + médica conversando com a instrumentista sobre seu dedo e girando sua mão pra lá e pra cá.

Depois que acabou a parte do castelo (estamos no Mário, lembra), a Rainha Diva Mor veio falar comigo:

“Intonces. O bicho pegou. Foi mais tenso do que eu tinha calculado. A circulação não tava toda essa maravilha que eu pensei. Soquei a unha no buraco. Bora torcer pra que nasça outra. Ao menos um pedaço pra contar história. Mas tem umas unhas postiças babadeiras que as girls usam aqui… sem crise. Sobre o dedo. Lavei, distorci, costurei tudo no lugar. Agora vamos acender umas velinhas pra que o trem grude. Se não rolar, a ponta do seu dedo vai ficar preta, daí vamos ter que arrancar mesmo. Desculpa aê. Feliz Natal”

E é isso, folks.

Neste momento meu dedo está todo enroladinho.

Vou ir desembrulhar meu presente de Natal dia 29. E “torcer” pra que ela realmente tenha tentado colar. Porque nos meus piores pesadelos, ela já arrancou unha, pedaço de dedo, embrulhou e está rindo malignamente na casa dela, imaginando a minha cara na hora que desempacotar e eu ver o cotoco.

Anyway, torçam por mim.

E depois escrevo mais, porque digitar com nove dedos pra quem é escritora dá trabalho pra cacete e já to com a lombar doendo de tanto ficar aqui de lorota pra vocês.

Vocês querem novidades? Ficam chorando que eu não escrevo?

Agora toma!

E Feliz Natal

#alguemsegureestededinho #escreveunaoleuodedoperdeu #dedoeretoehdedobom #jaerapequenininhoimaginametade #doeu #pra #cacete

As a good wine, Aninha doesn’t get old… she gets better…

Helooooo!!!

I’m back!

After a long,  long winter. .. finally the spring arrived!
Even literally !!!

Hahah

Oh, but you may be thinking: “WTF is going on?!?!?! Why on earth is she writing in English? !?!!?!”

If you understand and read in English. .. good for you.

If you don’t,  I hope you are reading this on Google translate. ..

So… what’s story?

Well… I know this suppose to be a exchange blog… focused in brazilians… mainly the ones that, before coming, are reading everything about Dublin,  Ireland and the experience of brazilians here.

As you know as well. .. this blog never had the commitment to bring accurate information about courses,  cost of life and others relevant bullets when the matters is do a exchange. Sorry… I think there are plenty of good blogs and sites offering this infos and I like to write about my personal experiences here… hehe

So… with all that information on the table,  and since when I got here in the second time my main aim wasn’t just do a exchange,  but live in Ireland… to make a long story short,  basically I want to practice my writing in English.

And I think the best way to do that is start writing about what I like: my experiences,  my thoughts,  little pieces of my life here.

And again. .. I’m starting to write in English. .. of course I will make lots of mistakes. .. but this is the idea.

I accept suggestions,  mini classes, tips how to improve etc… but I’m not a native,  and if you come here to offend me… well… you are not that welcome.

So… let’s start!

Last May 27th I had my birthday!

And I got my first surprise party of my life!

It was sooooooo amazing!

My amazing friends involved my boyfriend in the plan… and what suppose to be a romantic b-day dinner turns out in a great surprise celebration!

I won’t forget that moment ever!

Realize that many people expend time, energy, ideas, elaborating a plan, taking care of details… made me feel so loved, happy and blessed.

What I can say is… is worth you plant your seed… water and care of your seed… and see what you had planted, grow.

I’m ready for a new year!

My new year!

And let grow… not grow old…

but maturate… evolve… and learn day by day… how to appreciate life… and a good wine..

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Thanks everybody!!!

Lov U all!!!

❤ ❤ ❤

Balanço do ano véio

É… é o assunto do momento: 2014.

E o trem deve ser importante mesmo, porque fez até a nega véia aqui tomar vergonha na cara e escrever umas mal traçadas linhas nessa biróska.

Intonces… O que dizer de 2014?

UFA!

Foi uma GRANDE ano!

Um ano de muitas colheitas e claro… de mais plantio também.

Fui recompensada a reencontrar meu gringo lindo, depois de um ano de namoro à distância, centenas e centenas de horas de conversas via skype. Fui recompensada por acreditar num sonho, no amor, no outro. Fui recompensada por ter cuidado da sementinha que plantamos juntos.

Voltar pra Europa, reencontrar amigos, sentir tudo novo… de novo.

Dublin é uma mãezona. E, como já era de se esperar, nos deu as mais chuvosas e cinzentas boas vindas.

Mudar. De casa, de país, de continente, de língua, de clima, de profissão.

Essa última, foi a maior das surpresas.

Esse ano me mostrou que meus dedinhos ágeis e inquietos podem ir além e criar mais que roteiros e campanhas… eles podem criar tortas, mousses, bolos, pães… e um mundo de coisas doces e bonitas.

Descobri que não preciso me crucificar e me subjulgar por trocar briefings e o laptop por farinha e batedeira. Posso usar minha critatividade em outras atividades que não exijam que eu exiba meu diploma de graduação.

E o melhor, posso ser feliz fazendo isso.

No fim, uma parte da vida da agência ainda está lá… a começar pelos clientes. Ah, sim, sempre eles… clientes exigentes, clientes confusos, clientes que não sabem bem da onde estão vindo ou pra onde estão indo.

Dias tranquilos. Outros tantos busy, busy, busy. Com hora para entrar, mas sem para sair.

Correria. Pressão. A exigência de servir 500 com a mesma qualidade de quando estamos servindo 15.

Trabalho em equipe.

Feedbacks.

E bora recomeçar tudo de novo.

Recomeçar tudo de novo.

Sou uma pessoa de recomeços. E, mudar de profissão, em outro país, em outra língua, foi uma das surpresas boas de 2014.

Foi um ano muito introspectivo também.

Foi um tal de “cuidar de mim”, “cuidar do meu relacionamento”, “pensar na minha vida”.

Aproveitando o fato da família e amigo estarem longe, me dei essa oportunidade de olhar pra dentro.

Claro, como consequência, isso fez com que em 2014 a Aninha estivesse bem ausente.

Coisa que quero mudar para 2015.

Consegui manter bons hábitos que adquiri em 2013. E o fato de trabalhar entre doces e gordices o dia todo e não ter reengordado o que emagreci em 2013, me deixou muito orgulhosa.

E lá vamos nós de novo colocar no planejamento de ano novo: entrar (e usar) na academia.

Também quero ter mais amigos ao meu redor. Já que os velhos não couberam dentro da mala pra vir pra Europa, (mas continuam morando no coração e nas redes sociais, pra sempre). O jeito é fazer amigos novos, juntar com os véios e fazer um super balaio de muitos amigos!

Também quero dançar mais.

E viajar mais também. Ah, sempre, mais e mais

E continuar amando e sendo amada! Ah, essa parte é ótima!

E continuar sonhando. E inventar ousadia e coragem para transformar os sonhos grandes em realidade.

E lá vamos nós!

2015 já chegou chegando.

Nem me deu tempo de fazer uma retrospectiva enquanto ainda era 2014.

Então, bora correr pra não perder esse trem bala chamado 2015.

Adoro ano novo.

Amo este momento de fazer um balanço, pensar no ano que passou, ticar o que realizou, recolocar no planejamento do próximo ano aquilo que não deu tempo-jeito-grana-momento-oportunidade de realizar.

Por mais piegas e subjetivo que seja, é bom sentir esse mundo de possibilidades se reabrindo. Parece que diz: “Pronto, zerei o cronometro. Vai lá e tenta de novo. Vai lá e arrasa!”

E eu vou.

Eu sempre vou.

Feliz ano novo para todos!

Muita paz, muito amor, muita alegria e motivos para sorrir. Muita simplicidade (afinal, pra que complicar, né?). Que você sinta muita vontade de fazer o bem sem olhar a quem e um desejo enorme de ser uma pessoa melhor a cada dia. Todos os dias.

#alguemnaomesegure

#feliz2015

#querovertodomundoqueeuamofeliz

#queroamartodomundo

#behappy

Aninha Pastry Chef

É, galera, quem é vivo sempre aparece. Não sei o que exatamente significa “sempre” neste caso, mas com certeza não é sobre frequência.
Sim, quase três meses em Dublin. Quase sem dar notícias.
Então sem mais delongas, vamos lá!
Pra variar, o assunto é sobre trabalho.
É, minha gente… emprego, labuta, fatiga, lida, ocupação, dar duro, work, job.
Tudo isso pra ganhar um tutu, uma bufunfa, levantar uma grana, ter dinheiro, verba, tá cheio de moeda, encher o bolso do vil metal, ter uma nota pra gastar, ganhar uns pacotes, juntar pataca, prata, fazer um capital, queimar uma quantia… enfim, tudo aquilo que nós, capitalistas selvagens, já estamos ligados.
E lá vamos nós com as histórias de trabalho da Aninha. É isso mesmo. “Trabaiá” é uma das únicas coisas que a Aninha sabe fazer. Quer dizer, a Aninha sabe fazer um monte de coisa, mas todas elas se resumem em: trabalhar!
A Aninha agora é Pastry Chef! Pra quem não sabe, isso significa que eu faço (e posso comer, consequentemente) um monte de doces, bolos, sobremesas etc. HUUUUMMMM!!!! Podem soltar os cachorros!
E da onde a Aninha… quer dizer, eu (vamos parar com essa palhaçada de falar na terceira pessoa!)… retomando, de onde eu tirei a ideia de ser Chef Confeiteira na Ilha Esmeralda?
Senta que lá vem a história…
Bom, sempre tive uma atração fatal pela cozinha. Fosse pra comer – coisa bem inata mesmo – ou para xeretar minha linda genitora criando delícias e mais delícias e mais delícias.
Pois é, desde que me entendo por gente, sempre tive uma curiosidade de fazer isso e aquilo. E, principalmente, adorava fazer um bolinho, uma sobremesinha que fosse.
Quando estava com 15 anos, caí meio que de pára quedas num curso bem intensivo de confeitaria (a ideia era fazer um curso de secretariado+informática, mas só teria vaga para a próxima turma, então pra não ficar sem fazer nada, me inscrevi no curso de confeitaria + artesanato rsrsrsrs).
Lá eu era a queridinha da professora. Aprendi a fazer pães de lá divinos e sequilhinhos de cair o queixo. Entre outras cositas.
Com 16 comecei o magistério e o empreendedorismo tomou conta de mim… hahahaha… um monte de mulher o dia todo na escola, ganhanhdo uma bolsa pra estudar, com dinheiro, muito hormonio começando a florescer, espinha na cara e vontade de comer doce.
Opa, a Aninha está aqui! Seus problemas acabaram!
Comecei com bolo prestígio. Foi um sucesso de público e crítica.
Depois vi que as pessoas queriam mais, elas novidades. Fui em busca de especialização. Cursos de bolo gelado aos finais de semana.
Ponto!
Mas bolo todo dia não há quem aguente… (quer dizer, tem sim. Mas só os fortes!)
Era hora de avançar. De expandir. Era hora de ter uma sócia. Nada melhor do que uma grande amiga.
Passamos pelo pavê (muito custoso para o nosso público), sanduíche natural (sucesso de vendas, mas muito perecível, trabalhoso, demanda de muito material e muita força nos bracinhos para carregá-los) e finalmente chegamos no chocolate.
Hum… chocolate. Quem não gosta de chocolate? Quem não quer chocolate? Quem resiste ao chocolate?
Primeiros os bombons. Lindos, caseiros, delicados, recheados, suculentos. Chegamos na páscoa, com muitos ovos, corações e encomendas. Até nos aperfeiçoarmos tanto para termos os direito de produzir trufas de chocolate.
Sim, porque a vida não é assim, amiguinhos. Você não pode chegar de maneira leiga na frente de uma barra de chocolate Garoto de 3,5kg e dizer “Belezinha, hoje você vai derreter na minha mão! Vou te esquentar, vou te misturar, vou te transformar e você vai amar!” Nãããããããoooo!!!
Você precisa merecer, aprender, estudar, amar. E aí sim, o chocolate vai cooperar. Vai se modelar. Vai se deleitar. E seus clientes poderão se deliciar!
Fui estudar, minha gente!
Passei fins e fins de semana em cursos, pesquisando, imprimindo receita, testando, experimentando (porque ninguém é de ferro), fazendo pesquisa de mercado, para então chegar num produto de qualidade, com um custo acessível e um sabor inigualável!
Daí era só correr pro abraço.
Dos três anos de magistério, acho que ao menos 1 e meio, dentre outras coisas (grêmio, teatro, campanhas de festa junina, bons seminários e debates) eu era a “Menina da Trufa”.
O que era um ótimo marketing, motivo de orgulho, mas acabou virando um carma.
Um ano depois de me formar, fui à escola buscar meu diploma e quando fui passar em algumas salas pra dar um oi para os professores, as pessoas apontavam e gritavam: “Olha lá a menina da trufa! Você tem alguma aí com você?”
É, grandes poderes, grandes responsabilidades. Foi a lição que aprendi. Você não pode viciar as pessoas no chocolate mais delicioso do mundo e depois simplesmente ir embora, deixando dezenas, centenas, milhares, apenas sofrendo abstinência.
Eu fico imaginando essas meninas até hoje (já na casa dos 30 – olha eu revelando a velhice), com a família. Comendo um chocolate e contando pra todos as histórias das melhores trufas que ela já comeu na vida. Em como ela interrompia uma aula de prova, com o professor na sala, só pra pedir para a “Menina da Trufa” “Só mais uma por hoje, eu juro!” hahahahahahah
Velhos tempos. Boas experiências. Lembranças melhores ainda.
Enfim, todo este trololo, este nhenhenheim, este blábláblá, inclusive, acabei de dar uma fuçada no blog e no post “Carrot Cake” já tem essa mesma história, mas mais resumidinha… hahahahah… sim, seu esqueço o que eu escrevo!
E sim, essa história sem fim é para dizer que “Sim!” Suas experiências de vida podem te ajudar aqui na Irlanda.
No meu caso, é este meu amor de longa data pelos docinhos.
Como está no post anteriormente citado, da última vez que estive por aqui, minha primeira experiência trabalhistica foi numa confeitaria.
Pelas voltas que o mundo dá, não fiquei lá muito tempo. Só umas 3 semanas. Adorava o trabalho lá, mas era longe, eu tinha que pagar Dart e o chinês estava abrindo o negócio e não podia me pagar nem o salário mínimo.
Acabei ficando no mexicano, virei uma Pablo Picante girl e o resto das histórias, de dely em dely, estão nos posts anteriores.
Só que cheguei aqui dessa vez decidida a não trabalhar em dely de novo. Sério, fiquei traumatizada.
E botar a mão na massa, literalmente, era uma das ideias. Por que não?
Daí vem a segunda coisa importante aqui: fale pra todo mundo que você está procurando emprego e o que você quer fazer.
Bem, no primeiro apartamento que fomos visitar conhecemos uma brasileira e conversa vai, conversa vem, eu falei que gostava de fazer doces e tal. E ela comentou que trabalhava num wine bar e que eles estavam procurando uma pastry chef. Eu pensei “Ai, jisuis, eu gosto de fazer uns bolos e tal, mas PASTRY CHEF?” Sim, o nome assusta.
O ap não deu certo (já tinha outro casal pra dar a resposta e os cretinos, quer dizer, os bonitinhos, fecharam).
Ficamos mais duas semanas procurando casa desesperadamente.
Aliás, este é o tema pra outro post. A crise dos aluguéis aqui em Dublin. A coisa tá crítica mesmo.
Mas voltando, neste meio tempo procurando casa, achando casa, mudando de casa, tirando GNIB, eu não estava com cabeça pra procurar trampo. Resolvi deixar rolar.
Umas três semanas depois, encontrei a mesma brasileira no ônibus e ela disse que o restaurante ainda estava precisando.
“Uai, então é pra mim este trem!”. Pedi pra ela o nome do restaurante, refiz meu currículo, caprichei na “Pastry experience”, e sai mandando o cv para todos os emails que estavam no site.
Fui na grafton, imprimi meu lindo CVzinho e no dia que estava planejando ir lá pessoalmente pra entregar… (é, galera, quando encafifo numa ideia, eu perturbo messssssmmmmo). Então, eu iaaaaaaaa lá, pretérito imperfeito do verbo ir, o que significa que eu não fui!
E por que a Aninha não foi (a a mardita terceira pessoa quer reinar, não resisto). Não fui porque me ligaram!
YES!
Eu tinha um teste.
Fui. Gostei. Gostaram. = Trabalho.
A Aninha estava empregada, again.
Fiz o teste dia 04 de abril. Um mês e um dia em Dublin. Da outra vez foi igualzinho.
O restaurante é bem legal.
Estou aprendendo MUITO. Tenho sorte de trabalhar com dois chefs muito responsa e muito gente boa. Um brasileiro e outro das Ilhas Maurício.
Então, galerê!
Anime-se! Aprendam! Usem seus conhecimentos e capacidades mil!
Tira a bunda do sofá e faça acontecer!
#alguemnãomesegure #feliz #empregada #fazendodocepracaçamba

Aprendizados, constatações e bizarrices em uma semana e 1 dia de Dublin

– Você paga por 2 semanas de acomodação para não se preocupar e em 3 noites dorme em 3 lugares diferentes.

– Donos de B&B de bairros charmosos são simpáticos casais irlandeses de meia idade, que adoramm saber quem é vc, o que vc faz, quais são seus sonhos, conversar sobre o tempo etc. Constatação pela estadia em 2 B&B, 2 bairros, 2 casais, 4 fofos. Uma ótima maneira de gastar bastante do seu inglês (principalmente seu listening)

– Estar entre mais de 100 pessoas em frente a um prédio pra visitar
UM apartamento para alugar é algo assustador.

– Quando seus principais companheiros na acomodação são pedreiros, pintores, um construtor figura e outras trabalhadores significa que algo está errado. Mas não quer dizer que vc não possa se divertir um pouco, fazer amizades, respeitar os trabalhadores e oferecer um pouco de café de vez em quando.

– Você está dentro do ônibus e o motorista fala pelo auto falante: “Tenha certeza que sabe onde estão seus pertences, carteira e celular. Pessoas indesejáveis dentro do ônibus neste momento”.

– Você está dentro do ônibus (de novo) e depois de 3 minutos que vc entrou o motorista fala pelo autofalante (de novo) “Troca de motorista” e o ônibus fica parado 20 minutos no ponto!

– Você abre o mapa no meio da rua e algum local vem pra te oferecer ajuda e se esforça ao máximo pra você entender onde precisar ir.

– Você pergunta em que rua está e o transeunte, em 5 segundos, localiza no GPS do celular sua localização exata, onde vc precisa ir e te dá toda a orientação de como chegar.

– Você para no ponto de ônibus e fica olhando o informativo sobre a linhas e horários e a senhorinha simpática chega perto, pergunta se precisa de ajuda e te explica todo o funcionamento do sistema de ônibus da cidade.

– Tudo igual , tudo novo, de novo.

Welcome to Dublin

 

Encontros e despedidas

Mais uma vez me pego as voltas com as palavras pra fazer o que mais tenho feito nas últimas semanas: me despedir.

Parece que consigo escutar minha conselheira pessoal Anne Frank dizendo: “Calma, Ana, o papel é mais paciente que o homem.”

Pois é, não posso dizer que sou uma pessoa resistente a mudanças.

Não me arrisco precisar, mas já morei em mais de 20 casas (só no Brasil). Nos três primeiros anos da minha vida profissional, tive três empregos. Pulei do Magistério para as comunicações. Enfim, gosto de experimentar o novo.

Mas não é por ter essa abertura com o desconhecido que torna mais fácil dizer “tchau” para o que fica.

É muito difícil.

Principalmente quando você está deixando uma vida muito boa.

Com sua família, amigos, emprego, colegas, seu país, sua língua, as comidas que você ama etc.

Uma coisa que reflito e agradeço muito é o quanto o universo é bacana com a Aninha.

São poucas pessoas que têm a oportunidade e menos ainda aquelas que agarram a chance de saírem de uma situação muito boa, para se jogarem para outra que pode ser melhor ainda.

O ano de 2013 foi um ano muito singular. Foi tipo um “pocket show” da minha própria vida.
Parece que o tempo quis dar uma apressada nas coisas para que eu pudesse viver tudoaomesmotempoagora.

E isso foi beeeeemmmm intenso.

Não vou nem me dar ao luxo de narrar tudo aqui, mas só pra pontuar, até uma gravidez apertou a tecla de aceleração e já pulou para o 5º mês. Tudo para que eu pudesse acompanhar, ir pra maternidade e curtir os primeiros meses de vida do meu sobrinho gostoso.

E os primeiros passinhos e todas as “malinagens” da doce Sophia?

Aff… se for começar a falar dos pimpolhos eu não paro mais. Mas vamos voltar para o foco!

Pra ser sincera, eu não tive tempo de pensar nos últimos dias.

Quis ser a super mulher, quis fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, pensar em inúmeras coisas em um período tão curto de tempo.

Resultado? O corpo não aguentou e cobrou. Nada que um belo antibiótico não resolva… rsrsrsrs

Mas foram dias maravilhosos! Fui homenageada, paparicada, me senti amada.
Tive oportunidade de conhecer uma parte da minha família que nem sabia que existia, visitar amigos queridos, viajar, reunir os amigos, a família.

E tudo valeu muito, muito a pena.

E agora é hora de dizer “tchau” mais uma vez.

Hora de partir, ou de voltar. Depende do ponto de vista.

Independente de ir ou vir, eu, mais uma vez, tomo uma decisão apaixonada.

Afinal, eu sou uma pessoa apaixonada.

Apaixonada pela vida, apaixonada pela minha história, apaixonada por todas as histórias que eu participei, apaixonada pelo novo, apaixonada pelo movimento, pela mudança, apaixonada por tudo o que eu faço.

Eu preciso do fator paixão, tesão, senão o troço não flui.

Sem paixão não há Ana.

E eu não tenho palavras para dizer o quanto é maravilhoso se dar a oportunidade de viver um grande amor.

Neste pós Valentine Day’s posso dizer que o Gaetano foi, literalmente, um presente do universo na minha vida.
De forma tão descarada, que a encomenda foi entregue na minha casa… rsrsrsrs

Que acompanhou, muito antes de se apaixonar, dias de fúria, bad hair day, sopa salgada, brigas épicas com o proprietário, Ana de pijamão, estressada do trabalho…

O tal do “Cuspido” fez uma estratégia safada pra mostar: “Se quiser encarar, a peça é essa aí.”

E graças a Deus, como já ouvi muito nos últimos dias, o amor venceu! ❤

Vou!

Muito feliz, muito tranquila e muito consciente.

Meu, se tem alguém aí torcendo contra, em primeiro lugar: "Desculpa aê!" Eu não sei o que eu fiz, mas não gosto de fazer mal a ninguém. Então, sinceramente, eu peço desculpas.

Em segundo lugar, cara, direciona suas energias para alguma coisa boa e produtiva. O mundo está precisando tanto de boas intenções, bons pensamentos, boas palavras e boas ações.

E em terceiro lugar, mas não menos importante, não perde seu tempo não. Porque a torcida a favor… pela minha felicidade… desejando meu melhor, meu bem, tudo de bom… Nuuuuuuuu… tá grande demais da conta!

Nessas últimas semanas eu recebi muitos abraços, muitas palavras de felicitação, mensagens, orações, bençãos, muito amor.

Me senti muito querida, muito amada e isso é sensacional!

Espero cumprir, e com uma sobrinha, toda a expectativa de vocês. 😉

Já comprei minha bandeira do Brasil e minha mini vuvuzela pra torcer pela seleção lá de longe.

Mas muito mais do que isso, levo comigo minha torcida por cada amigo, cada familiar, cada querido meu.

Cada história, cada caso de amor que eu acompanhei nascer e crescer, cada conquista pessoal, profissional, cada crescimento espiritual. Cada história de superação e recomeço. Cada reencontro com o amor próprio. Cada descoberta de que é possível ser feliz vivendo o aqui e agora.

É isso aí, galera!

Eu desejo do fundo do meu coração que cada um de vocês seja muito, muito feliz.

E não se iludam, eu vou continuar participando da vida de vocês!!!

rsrsrsrs…

Então, encham minha caixa de email, inbox, comentários, liguem no skype etc. etc.

Faço questão de vibrar com cada vitória, chorar de alegria por cada conquista e, se for necessário, estar junto pra encarar os momentos mais "trosobas" da vida! 😉

É isso, aí…

Está chegando a hora… é hora de partir… dá uma dor no peito ter que ir embora e te deixar aqui…

Amo todos vocês!

Já estão me cobrando que tá na hora de vazar!

Bjokitasssssssss

#amomuitotudoisso #alguemnãomesegure